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DOS SUCURUS

AOS TEIXEIRENSES

Frei Hugo Fragoso

             A ancestralidade de José Fragoso e Maria José Batista radica no contexto geográfico, histórico e familiar do Teixeira. É sobre este contexto que quero dizer urna palavra introdutória.

As famílias-tronco em que se enraízam no Teixeira José Fragoso e Maria José Batista, são: Fragoso Cavalcanti, Ferreira da Costa, (Guedes Alcoforado, Nunes da Costa e Batista dos Santos, ou Bezerra de Sousa. Todas essas famílias chegaram á região teixeirense numa caminhada de “povoamento”. E o povoamento do interior paraibano foi na realidade urna “conquista” da terra dos índios, que há milênios tinham legitimamente sua posse.

O processo de espoliação das terras indígenas da Serra do Teixeira prendeu-se ao contexto da conquista do interior da Paraíba, que por vezes, faz parte do projeto colonial português em âmbito de Brasil. A “desapropriação” das terras dos índios teve o seu começo, já antes do “achamento” do Brasil. Pois, quando se deu a “Descoberta”, ou melhor, a Invasão da América, em 1492, criou-se um conflito entre os direitos concedidos pelos Papas a Portugal e os direitos agora adquiridos por Espanha. Foi então que o Papa Alexandre VI, dirimindo essa questão da posse das terras invadidas ou descobertas, as repartiu entre os Reis de Espanha e Portugal. Não entrava na cabeça dos conquistadores, que os índios pudessem ser proprietários daquela região. As terras da América, e no caso, do Brasil, eram de quem as tivesse “descoberto” por primeiro..

A terra dos índios pertencia, segundo os conquistadores, que chegaram à Serra do Teixeira, a quem as tivesse “descoberto”. E tal “descoberta” era um título especial para impetrar ao Governo a carta de sesmaria. A terra “descoberta” ainda não tinha “dono”, afirmavam eles, e por isso os colonizadores se propunham a “povoá-la”. E é impressionante como em mais de um documento de pedido de sesmaria, na região do futuro município do Teixeira, se alega que a terra está “despovoada”, pois só tem índios brabos nela morando. E, por isso, os colonizadores se propõem, como expressam no pedido de sesmaria, a povoá-la com gado.

Para os colonizadores se instalarem na região, o primeiro passo era “limpar a área” da presença dos índios. E nesse processo de limpeza da área, só havia dois caminhos possíveis: a paz ou a guerra. “Paz” em relação aos índios, era a aceitação “pacífica” por parte deles, de serem retirados para algum dos aldeamentos estabelecidos pelos conquistadores, Os índios Sucurus da Serra do Teixeira, não entrando na Confederação dos Cariris, aceitaram as “pazes” com os conquistadores e foram levados para o Açu, e depois aldeados em Araçagi, no atual município de Guarabira. Mas os que preferiram a “guerra” em defesa de suas terras, foram exterminados ou tiveram de bater em retida para outras regiões em busca de refúgio seguro.

E vieram os colonizadores... E vieram os Nunes da Costa. E vieram os Guedes Alcoforados. E vieram os Batistas dos Santos. E vieram os Fragosos Cavalcanti.             E vieram os Ferreiras da Costa.., e plantaram, ao lado dos Correias Dantas, dos Ferreiras Campos, dos Lopes Romeiro, dos Lins de Vasconcelos, dos Araújos Frasão, as raízes do povo teixeirense.

Os nossos ancestrais chegaram à Serra do Teixeira no contexto de um dilema imposto aos índios: “Para que o povo teixeirense cresça, é preciso que o povo Sucuru desapareça”.

Porém, no sangue que corre nas veias dos ancestrais de José Fragoso e Maria José Batista, há urna tensão entre o conquistador e o conquistado. Pois, foi praticada não somente a “limpeza da área”, mas também a “limpeza do sangue” indígena, na região da Serra do Teixeira. Nos livros de batizados da Paróquia do Teixeira, que começam em 1842, e nos livros de óbito, que remontam a 1.800, praticamente não figura a etnia Sucuru. Registrava-se a cor do batizando: cor branca, semi-branca, parda ou negra. Não ocorre, porém, indício algum que leve à conclusão de tratar-se de descendentes de índios Sucurus.

Por outro lado, se os ancestrais de José Fragoso e Maria José Batista não trazem em suas veias o sangue dos índios locais, traziam no entanto este sangue, de seus lugares de origem. Assim os Fragosos Cavalcanti traziam o sangue Tabajara, de Olinda. E Catarina Arcoverde era portadora do sangue cariri, da região pernambucana de Cimbres. Sem falar, evidentemente da mestiçagem com o sangue negro, tanto de seus lugares de origem, quanto dos cruzamentos interétnicos, da região teixeirense.

Ariano Suassuna, prefaciando o livro,            UMA EST1RPE SERTANEJA:GENEALOGIA DA FAMÍLIA SUASSUNA (Raimundo Suassuna, Paraíba, l993,p. 10), diz que sua ancestralidade , ou o sangue que lhe corre nas veias, “é fonte de todos os meus orgulhos e de todas as minhas dilacerações”. Sem dúvida que estas palavras se aplicam também à ancestralidade FRAGOSO-BATI STA.

Em sua obra, CÔNEGO BERNARDO, assim descreve Pedro Batista esse contexto inicial do Teixeira: “Cheia de lendas heróicas, desde a história do seu descobrimento, formou singularmente o espírito de uma população que soube se destacar e perseverar em costumes repassados de religiosidade, contrastantes com uma bravura onde predominam ancestralidades            silvícolas                malcriadamente pronunciadas... “(Pedro Batista, Cônego Bernardo, Rio de Janeiro l933,p. 10). Procura ele, por conseguinte, harmonizar a heroicidade dos conquistadores com a bravura

dos silvícolas. Desta simbiose teria se originado o “teixeirense”. Mas estes “descobridores” e estes “silvícolas” de Pedro Batista são mais uma idealização que uma realidade.

Descreve também Pedro Batista o processo colonizador da Serra do Teixeira, corno “artéria de comunicação” e de comércio. “Por ali foi drenada urna das ramificações daquelas grandes vias, daquelas estradas das boiadas... Ali, fez-se mais tarde, o intercâmbio do café da Baixa Verde, do açúcar do Cabo de Santo Agostinho e das Alagoas, dos cereais e da pecuária local com o sal riograndense do norte... É deste ambiente movimentado e sempre a se renovar com forasteiros e traficantes das especiarias daquele comércio em embrião que se destaca a pequena burguesia , formada de fazendeiros e latifundiários” das famílias originárias (lb. p. 14-1 5).

Mas este “povo teixeirense” será submetido a um caldeirão de mestiçagem, de forma que não o podemos reduzir à forma simplista de “conquistadores” e “conquistados”. Se os Fragosos Cavalcanti, os Ferreira da Costa, os Guedes Alcoforado, os Nunes da Costa, os Batistas dos Santos, podem apresentar seus brasões familiares, atestadores de uma origem “nobre”, no entanto, todos eles foram submetidos a um processo de “plebeização” que redundou numa enorme massa, onde, com poucas exceções, o que prevalece é a gente simplesmente do “povão”.

Se os ancestrais de José Fragoso e Maria José Batista podiam apresentar seus brasões de família, relembrando uma origem de “barões assinalados”, para eles vale o que afirma Ariano Suassuna referindo-se a tais nobrezas genealógicas: “Acontece que, em mim, a contradição entre riso de um lado e choro ou paixão do outro procura se resolver através desse forma especial de risível, que é o humorístico...Acho que a forma de riso, que nos leva a zombar de nós mesmos é muito mais simpática do que a outra, a que nos inclina a rir dos demais”(Ib. p. 10).

 

ANCESTRAL1DADE

DE

JOSE FRAGOSO E MARIA JOSE BATISTA

 

Quando se faz a genealogia de uma pessoa ou de uma família, costuma-se apresentar um catálogo genealógico, indo às raízes ou delas partindo, com toda urna ramificação de filhos, netos, bisnetos, trinetos etc.

Tal catálogo genealógico desperta o interesse dos cientistas ou pesquisadores de genealogias. Para os leitores comuns, tal lista mais lhes parece um catálogo “telefônico

Esta expressão eu a encontrei em Ariano Suassuna (Ib. p. 22-23), que humoristicamente faz tal comparação: “O grande inconveniente das genealogias é que somente interessa às famílias nelas arroladas. Numa dessas histórias que correm entre as pessoas do Povo nordestino, conta-se que um dia encontraram um doido completamente absorto na leitura de um grande livro:

- O que você está lendo?- perguntaram.

- E um romance! — respondeu o doido.

- E é bom?

            -É, mas tem personagens demais, ainda não consegui decorar os nomes nem da metade!

Foram olhar o livro e verificaram, então, que o romance era o Catálogo telefônico de Campina Grande. Com os livros de genealogia acontece coisa parecida: porque com exceção dos doidos parecidos com o do Catálogo, somente a família estudada é que tem interesse pela leitura do romance que conta aquela história com tantos personagens

Eu acrescentaria que nem todos os “doidos” nem todos da “família estudada” irão ler um tal Catálogo.

 

Por isso em vez de listas genealógicas, preferi apresentar em forma de relato a ancestralidade de José Fragoso e de Maria José Batista.

OS FRAGOSOS GAVALCANTI

 

Os Fragosos procedem originariamente da Itália. Seu nome primitivo era Fregosi, Fragosi ou Folgosi. O primeiro deste nome que veio para Portugal foi Pedro Fregosi, filho do Duque de Gênova, Otaviano Fregosi. Em Portugal o nome se aportuguesou para Fragoso.

Conta-nos HERBERT EWALDO WETZEL, na sua Tese de Doutorado de História Eclesiástica da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, intitulada: “MEM DE SÁ – TERCEIRO GOVERNADOR GERAL – (1557 – 1572), publicada pelo Conselho  Federal de Cultura, no Rio de Janeiro, em 1972, que, na expedição que o 3º Governador Geral ordenara ser feita ao Rio de Janeiro, fora, juntamente com o sobrinho do governador, Estácio de Sá, o OUVIDOR-GERAL BRÁS FRAGOSO (Op. cit. Pág. 106). A esquadra partiu do Rio de volta a Salvador no dia 22 de janeiro de 1565.  O Ouvidor-Geral Brás Fragoso já fora, antes, enviado a Porto Seguro, onde conseguira debelar o gentio que se  rebelara (Op. cit. P. 100). Ora, como o Governo Geral do Brasil, por ordem da d. João III, desde Tomé de Souza, após o fracasso do regime das Capitanias,  constituía-se por 3 categorias de funcionários agrupados em torno do respectivo chefe: O PODER EXECUTIVO (Governador Geral); A AUTORIDADE JUDICIÁRIA (Ouvidor-Geral) e a ADMINISTRATIVA DA FAZENDA (Provedor-Mor), (Op. Cit. P. 21),conclui-se que o primeiro Fragoso a vir para o Brasil, foi o desembargador Brás Fragoso, constituindo o Governo como chefe do Poder Judiciário, se assim pudermos chamar, na condição de Ouvidor-Geral do Governo  Mem de Sá.

 

                  Da família Fragoso o primeiro que veio para Pernambuco foi Gaspar Álvaro Fragoso, natural de Lisboa, filho de Dr. Brás Fragoso, desembargador da Casa de Suplicação, e de sua mulher Da. Maria de MelIo. Gaspar Álvaro tinha um irmão, Fr. Pedro de Mello, ou Fragoso, que pertencia à Ordem de Na. Sra. do Carmo  (Borges da Fonseca: Nobiliarquia Pernambucana, 11, p. 207, 288 e 294).  Álvaro era Cavaleiro Fidalgo da Câmara do Rei D. Sebastião (+l578), Foi ele também Capitão da Mina. Deve ter chegado a Pernambuco antes de 1578, pois, consta que veio, ainda em vida do referido soberano, que morreu naquele ano (Ib. 1, p. 150). Casou-se em Olinda com Da. Joana de Albuquerque, filha “perfilhada” do Governador Jerônimo de Albuquerque e de Da Maria do Espírito Santo Arcoverde (1h. II, p. 288).

             Os Fragosos Albuquerque logo se uniram com os Cavalcantis. Pois Simoa Albuquerque Fragoso, filha de Gaspar Álvaro Fragoso, casou-se com seu primo João Cavalcanti de Albuquerque. Seguiu-se depois uma série de cruzamentos entre Fragosos Albuquerque e Fragosos Cavalcanti.

            Os Fragosos têm também o sangue indígena, da tribo Tabajara.    Pois, Da. Maria do Espírito Santo Arcoverde , mãe de Da. Joana, era filha do Cacique Tabajara, cujo nome indígena foi traduzido para    o português por Arcoverde              (Cf.      lb.      II,        p.294).

 

OS GAVALCANTIS

                              Cavalcantis têm sua origem em Florença, na Itália, de onde vieram para Pernambuco pelos meados do século XVI.

O primeiro membro desta família, que chegou a Pernambuco foi Filipe Cavalcanti, fidalgo Florentino. Era filho de João Cavalcanti e de Genebra Manelli. Segundo Jaboatão (Pedro Calmon: Introdução e notas ao Catálogo Genealógico das Principais Famílias, de Frei Jaboatão, Salvador, 1985, 1, p. 49), “por causa de uma conjuração.., contra o duque Cosme de Médici, fugiu para Portugal no ano de 1558, não se dando seguro na Europa se passou a Pernambuco”. Pedro Calmon corrige a data de 1558 para 1548 (Ib.).

Filipe Cavalcanti deve ter nascido por volta de 1523. Casou-se com Da. Catarina de Albuquerque (+ 1614), filha natural do Governador Jerônimo de Albuquerque e de Da. Maria do Espírito Santo Arcoverde.

Há um atestado oficia!, passado em 1559, do Duque de Florença, Cosme de Médici , confirmando a nobreza de Filipe Cavalcanti, Diz ele que os Cavalcantis, “resplandeciam com singular nobreza e 1uzimento.

E acrescenta que Filipe Cavalcanti “não degenerando de seus pais, vive com toda a pompa no nobilíssimo reino de Portugal” (1h. p. 41-42).Pedro Calmon o classifica de patriarca da nobreza nordestina.

Da. Maria do Espírito Santo Arcoverde, a quem, segundo .Jaboatão, os Tabajaras “reconheciam antes por princesa”, era filha do cacique Tabajara Arcoverde (lb. p.47).

 

 

 

 

Quanto à vinda dos Fragosos para a Serra do Teixeira, há mais e uma versão. Uma delas, transmitida por Domingos Fragoso das Neves, pai de José Fragoso da Costa, afirma que os Fragosos do Teixeira vinham proximamente de Caraçá, entre Taperuá e 5. João do Cariri. Outra versão, transmitida por Severino Fragoso, irmão de Domingos, atribui a origem dos Fragosos a Baixa Verde.

            Ora, havia mais de um lugar com o nome de Baixa Verde. Havia, por exemplo, uma Baixa Verde entre Queimadas e Fagundes.  Ali morava no século passado Claudino Cavalcanti de Aibuquerque (Elpídio de Almeida: História de Campina Grande, 1962, p. 148 e 213). E sucede que perto daquela região, ou seja na ribeira de Nauta, moravam antepassados dos Fragosos Cavalcanti, segundo informações de Domingos Fragoso das Neves, pois, dizia ele que João Pessoa Cava

lcanti, natural de Umbuzeiro de Natuba, era parente dos Fragosos do Teixeira (Informações de José Fragoso da Costa).

                                           E levanta-se ainda uma pergunta: Será que não havia outra Baixa Verde na região de Bezerros, em Pernambuco? Pois, segundo João Campos, o primeiro Fragoso que veio para o Teixeira, ou seja Domingos Fragoso Cavalcanti, avô de Zuza (José) Fragoso Cavalcanti, além de sua família na Serra do Teixeira, tinha uma outra família na região de Bezerros.   

                                           Outra versão ainda, é a de Chiquinha (Francisca Cordeira Nunes da Costa)de Ester, de que Zuza Fragoso procedia de Ingazeira, em Pernambuco. Esta informação talvez se harmonize com a de Bibiu (Severino) Fragoso, de que os Fragosos procediam da Baixa Verde, se tomamos por Baixa Verde o antigo nome de Triunfo, que então se estenderia até a região de Ingazeira. Tal hipótese, no entanto, não parece vingar, uma vez que documentos do Cartório do Teixeira indicam que no Teixeira nasceu Zuza Fragoso (Cf Inventário de José Luiz Pedrosa, nº 78 , 1869).

                                           Em todo caso, os documentos informam que em 1844 Domingos José Fragoso, pai de Zuza Fragoso, morava na povoação do Teixeira, ou da assim chamada Canudos (Paróquia do Teixeira, livro de Óbitos 1º - LO 1 -, s.p.). E anteriormente, no ano de 1842, na capela do Teixeira, foi padrinho Domingos José Fragoso, juntamente com sua esposa Teresa Maria de Jesus (Paróquia do Teixeira, Livro de Batizados l.0-LB 1-fl. l3ve 17v).

                                           E segundo informação de João Ferreira Campos que a ouviu de Zuza Fragoso, numa grande seca que assolou a região da Serra do Teixeira o velho Domingos Fragoso Cavalcanti se retirou para a região de Bezerros ou Gravatá, em Pernambuco. Pelo contexto, tal grande seca talvez ter sido a de 1825. Portanto, já bem antes desta data deveria o patriarca dos Fragosos morar na região da Serra do Teixeira.

 

 

O      ROSTO DOS FRAGOSOS: Características de um rosto Fragoso em suas origens teixeirenses, parecem transparecer de alguns episódios que a tradição fez chegar até nós.

Primeiramente o Fragoso é gente de “opinião”, no modo de 1 falar do povo. Gente “voluntariosa” e de “capricho”, corno deixa entrever esta história transmitida por Luza Fragoso a João Campos.

Segundo Zuza, seu avô Domingos Fragoso Cavalcanti, por ocasião de uma grande seca (1825?), resolveu retirar-se da Serra do Teixeira para Bezerros, em Pernambuco. Ali ele, ou já tinha outra família constituída, ou a veio a constituir nessa ocasião. Sua esposa, que com ele morava na região do        Teixeira,   se   recusou   a   acompanhar   o   marido   para   o   “brejo” pernambucano. E ameaçou de maldição os filhos que para lã fossem. Domingos Fragoso se retirou para escapar da seca, e sua mulher com o filho Domingos José e outro irmão, retirou-se para Guarita, onde havia um olho d’água, que julgou ela, daria para passar a seca. Diga-se de passagem que em Guarita seu bisneto Domingos Fragoso das Neves terá urna propriedade. Continuando a história que me transmitiu João Campos, quando faleceu sua mãe, Domingos José Fragoso, seu filho, foi para o Pé da Serra, para a casa de João Leite, onde estava sua esposa Teresa Maria. Chegou ali quase morto de fome. Seu irmão, cujo nome, conforme Antônia Fragoso Lins, era Reinaldo ou Renato, morreu de fome, à altura do futuro sangradouro do açude de Poços.

Outra característica ancestral dos Fragosos, na tradição popular teixeirense, era de ser “mão fechada”... Contava Chiquinha (Francisca Cordeira) de João de Ester que Domingos Fragoso Cavalcanti, avô de Zuza Fragoso, era muito rico, mas usurário. Tinha riqueza em ouro e prata. Quando morreu, teria deixado sua fortuna enterrada na Pedra d’Água... É de lembrar que Chiquinha de João de Ester era filha de Laurindo Félix, bisneto deste Domingos Fragoso Cavalcanti.

Contava ainda a mesma Chiquinha, que o avô de Zuza Fragoso teve um filho natural com Pastora (Campos?), a quem deu o nome de Francisco Félix. Este casou-se com Teresa Campos. São eles os avós de Laurindo Félix, e portanto, bisavós de Chiquinha de João de Ester. De forma que a tradição sobre o velho Domingos Fragoso Cavalcanti era para Chiquinha urna tradição “familiar”.

Além disso, a tradição popular de serem os Fragosos “mão fechada”, eu a constatei numa cantoria de Lourival Batista, em Teixeira, quando ele enfrentando outro cantador, eu fui chegando com Zé Batista, e ele logo saiu com este improviso: “de mim não esperava nenhuma contribuição”, primeiro por ser eu franciscano, e segundo por ser Fragoso.

 No que diz respeito à profissão dos primeiros Fragosos do Teixeira, poucos  dados se têm, O velho Domingos Fragoso Cavalcanti era proprietário de terras, podendo com muita probabilidade ser também agricultor. Mas esta conclusão não é peremptória.

Os Fragosos primitivos, ao que tudo indica, não tinham o nível cultural dos Nunes da Costa, dos Guedes Alcoforado, dos Batístas dos Santos.

Também, ao que parece, não faziam parte da “elite” social ou administrativa do Teixeira. Tem-se notícia sobre a profissão de Luza Fragoso. Antes de casar-se com Catarina Batista de Melo, era “oficial de pedreiro”. Na assinatura que apõe no inventário de José Luiz Pedrosa, em 1869, mostra ter uma boa letra (Cartório do Teixeira, Inventário n0 78).

Parece que o casamento com Catarina Batista de Meio, o fez ascender socialmente. No ano de 1886, ele desempenhava o cargo de coletor de rendas em Teixeira (Inventário n0 172, 1888 e n0 158, 1886).

Dorningos Fragoso Cavalcanti, avô de Zuza Fragoso, e tronco inicial dos Fragosos na região do Teixeira, tinha, conforme já dissemos, outra família em Pernambuco (Bezerros ou Gravatá). Além disso, conforme as mesmas fontes de informação, teve ele dois filhos legítimos, Domingos José Fragoso e Reinaldo ou Renato, que faleceu sem deixar descendência, ao que tudo indica. E acrescente-se ainda. conforme já dissemos anteriormente, que teve ele um filho natural, de nome Francisco Félix, que se casou com Teresa Campos.

 

Descendência de Francisco Félix:

1 - Francisco Félix, que se casou com Antônia Maria da Conceição, e que são os pais de Laurindo Félix (c/c Maria Cordeira (Guedes)

2.-   Manuel Félix,  casado com Petronila Nunes da Costa ou Camila do Carmo, cuja descendência veremos nos Nunes da Costa.

3.-   Pastora Campos, casada com Bernardo Batista Guedes. Sua descendência veremos nos Batistas Guedes.

4.-   Maria Félix, mãe de Lucinda Maria da Conceição, que foi esposa de Dadi (Aurelíano) Batista Guedes, e cuja descendência veremos igualmente nos Batistas Guedes.

Como se pode ver, a família Fragoso é muito vasta e interpenetrada com os Campos, os Guedes, os Batistas.

De Domingos José Fragoso e Teresa Maria de Jesus, nasceram os seguintes filhos:

1.-   Manuela Fragoso Cavalcanti. que se casou com Ponciano do Bonfim. São os pais de Francisco (Chiquinho) Ponciano.

2.-     Maria  Fragoso  Cavalcanti,  esposa de Joaquim Ferreira

(Campos?). Filhos deste casal, entre outros foram Delmiro (c/c Maria

Madalena Fragoso), Francisca (de Juca Perônica), Teresa (c/c Dedé

Perônica) etc.

3.-     Joaquim Fragoso Cavalcanti, que se casou com uma negra, e encontrando o repúdio da família, retirou-se para longe dela.

4.-     Claudina Fragoso Cavalcanti, casada com Felício Cavalcanti de Albuquerque. Teve entre outros filhos, Manuel e João Felício

5.-     Pedro Fragoso Cavalcanti, que se casou duas vezes. A primeira com Emiliana Palmeira da Costa, de quem teve duas filhas:Hermelinda e Beatriz. Casou-se uma segunda vez com Benigna Maria da Conceição. Deste matrimônio teve os filhos: Francisco das Chagas, José Joaquim, Maria Madalena, Maria das Dores, Teresa, Antônío, Dinamérica, João, Maria das Virgens, Isabel, Regina.

6.-         Teodora Maria da Conceição. que se casou com Antônio Inácio da Silveira Frade. Teve os filhos: Manuel Frade (c/c Maria Fragoso do Bonfim) e Maria das Dores (c/c Inácio Batista Guedes)

7.-       Florência Fragoso Cavalcanti. casada com Joaquim Virgolíno

Carvalho. Foram seus filhos: Teresa (c/c Silvestre Comes de Lira)

 Domingos (c/c Quinuca Alves), Joaquim (c/c Amada), José (c/c

Doninha Nunes), Maria (c/c Severino Fragoso Cavalcanti )

 

8. -   Manuel Fragoso Cavalcanti

9.-       Sinforosa Fragoso Cavalcanti (Santa?). Segundo informação de Antônia Fragoso Lins, Zuza Fragoso tinha uma irmã, Santa, que se casou duas vezes. Uma com Joaquim Pereira Campos e outra com Quintino, irmão de Antônio Silvino. Seria Sinforosa a mesma Santa?

10.-         José Fragoso Cavalcanti (Zuza), que se casou com Catarina Batista de Meio. Teve doze filhos: 1 .Domingos Fragoso das Neves (c/c lª : Maria Perpétua da Costa; 2ª: Ubaldina Batista das Neves). 2. Severino (c/c Maria Fragoso),3. José (c/c Luzia Lacerda), 4. Delfino (c/c Alexandrina), 5. Maria das Dores (c/c Francisco Ponciano do Bonfim), 6. Miguel, 7. Pedro, 8.Teresa (c/c João Ferreira Campos), 9. Antônia (c/c José Lins), 10. Hugolino (c/c Ana), II. José Raimundo (c/c Francisca Alves), 12. Manuel do Carmo (c/c Anália).

 

FAMÍLIA IMEDIATA DE JOSE FRAGOSO

Domingos Fragoso das Neves casou-se a 1ª vez com Maria Perpétua

da Costa, da qual teve os seguintes filhos: Manuel, José, Domingos, Felicidade. Do 2º casamento, com Ubaldina Batista, teve os filhos: Antônio, Maria, Raimunda. Teve outras duas filhas que faleceram crianças: Júlia e Teresa

(José Fragoso da Costa casou-se com Maria José Batista, de cujo casamento teve os seguintes filhos: Antônio (Dom) Fragoso, Domingos, Estanislau, Luiz (Frei Hugo), José (Frei Domingos), Maria Madalena e João da Cruz. Houve outros que morreram criancinhas, sendo de lembrar urna com nome de Maria Madalena.

OS NUNES DA COSTA

E

GUEDES ALCOFORADO

A origem dos Nunes da Costa ainda está em grande parte por ser pesquisada, embora seja a mais conhecida entre todas as famílias ancestrais de José Fragoso e Maria José Batista.

Vieram eles certamente de Portugal. E vieram em épocas diferentes para locais diversos do Brasil. Assim, por exemplo, os Nunes da Costa ocorrem da Bahia, no século XVII. Figuram no Pará e outras regiões brasileiras. O fato de eles não aparecerem nos catálogos genealógicos, é um indicio de que provavelmente eram eles descendentes de judeus ou cristãos novos.

Ao que tudo indica, os Nunes da Costa, que vieram para o Teixeira,

teriam, como dissemos, uma ancestralidade judaica. Primeiramente é de lembrar que várias pessoas com este sobrenome eram comprovadamente “cristãos novos” , ou mesmo judeus declarados. Além disso, a escritora e pesquisadora israelita Anita Novinski, que fez estudos sobre as famílias de origem judaica no interior da Paraíba e do Rio Grande do Norte, me assegurou ser muitíssimo provável que os nossos Nunes da Costa tivessem origem  judaica.

   

          O primeiro desta família que veio para o Teixeira foi Agostinho Nunes da Costa, o Velho. Provinha da região de  Santa. Luzia do Sabugi, mas sua origem mais remota era de Goiana, em Pernambuco.

Segundo informações de José Batista, irmão do escritor Pedro Batista, no ano de 1790, residindo Agostinho Nunes da Costa na vila de Patos, resolveu organizar uma caravana para subir a serra do Teixeira. Esta caravana se compunha dos irmãos João e Eusébio Feitosa Machado, e dos irmãos Teodomiro e Jorge Freitas.

Agostinho Nunes da Costa, corno chefe, levou alguns escravos, cavalos e gado. Depois de subir a serra, pelo caminho que Verônica Lins de Vasconcelos tinha feito, atingiu a pequena povoação, que Linha então o nome de Canudos, devido a existência de muitas abelhas com este nome.

A caravana rumou para o Sul, e depois de passar pela Pedra dos Picos, atingiu o Riacho Verde, onde acampou. Agostinho Nunes da Costa com os escravos e alguns caboclos, que o acompanhavam da povoação de Canudos, encarregou-se de desaterrar tanques nas pedras. Subindo o riacho acima, encontraram um grande tanque, que depois de desaterrado, Agostinho resolveu cobri-lo de troncos de baraúna, para assim proteger os animais de algum acidente. E por isso deu o nome de Tanque Coberto.

Os irmãos Machados seguiram riacho acima e estabeleceram-se no  terreno vizinho, hoje chamado Riacho dos Machados. Os Irmãos Freitas subiram mais um pouco e estabeleceram-se no lugar que ficou chamado,

 

 

ainda hoje, os Freitas (Riacho dos Freitas) (Informações de José Batista, irmão do escritor Pedro Batista).

Consta que ao tempo em que o velho Agostinho Nunes da Costa chegou ao Teixeira, era cura da vila de Pombal, o Pe. José Joaquim Nunes da Costa, onde exercia seu ministério em 1795 Seriam parentes? (Wilson Seixas: O Velho Arraial de Piranhas, João Pessoa, 1961, p. 71). Lembremos que a proibição de descendentes de judeus serem padres, fora abolida pelo Marquês de Pombal, em 1773. Dai, não ser esta fato de os Nunes da Costa terem um padre na família, sinal de “limpeza de sangue”.

 

le=mso-bidi-font-weight:normal>Agostinho Nunes da Costa, o Velho, era filho de João Nunes da Costa e de Maria Teresa de Jesus, moradores na fazenda de Santana, na Ribeira do Espinharas

Casou-se ele em Patos no ano de 1.784, com Ana Guedes Alcoforado, que era sua parenta. Ana Guedes era filha do Capitão João Batista Guedes Alcoforado e de Luisa Batista Guedes Gondim, naturais de Goiana, (PE) (Informações de Antônio Batista, irmão de Pedro Batista

Antes de 1809, documentos da Paróquia do Teixeira dão conta da morte de um João Nunes (Livro da Fábrica — LF fl. 21v). Poderia ele ser o pai de Agostinho Nunes da Costa, mas da nota do Livro da Fábrica não dá para se tirar uma conclusão perentória.

O   velho Agostinho Nunes da Costa faleceu em 1853, com a idade de 96 anos. Deverá ter nascido por volta de 1757 (LO I, fl. 66v).

OS GUEDES ALCOFORADO

Os Guedes são das mais antigas famílias de Portugal. Seu nome já figura no século X. E um nome patronímico, significando filho de Guido, ou Gueda.

Os Alcoforados vêm da freguesia de Lordelo. O nome provém do fato de serem estes fidalgos senhores do “couto” de Alcofra. O primeiro deste nome é Pedro Martins Alcoforado, que se casou com D. Teresa Soares, no tempo do Conde D. Pedro (Cristóvão Alão de Morais: Pedatura Lusitana, Polo, 1673,lV,t. 10,p. 158-171).

Os Guedes que chegaram a Pernambuco, já vieram de Portugal entrelaçados com os Alcoforados. Os Guedes Alcoforados do Nordeste provêm do português João Guedes Alcoforado, natural de Mesão Frio, e de sua mulher D. Catarina da Rocha da Silva, natural de Olinda. Foram eles os pais de Filipe Guedes Alcoforado, Governador loco-tenente de Pernambuco e fidalgo da Casa Real da Espanha. Lutou este na Guerra Holandesa, e ainda vivia em 1659.

Foi Ana Guedes Alcoforado, esposa de Agostinho Nunes da Costa, urna das primeiras desta família, que veio para a Serra do Teixeira. Procedia de Goiana, em Pernambuco. Era filha do Capitão João Batísta Guedes Alcoforado e de Luisa Batista Guedes Gondim, naturais de Goiana (Informações de Antônio Batista).

Ana Guedes Alcoforado faleceu no Riacho Verde, em 1849, com 80 anos de idade (LO 1, fl. 47v). Deve ter nascido por volta de 1769.

Assim relata Palmira Nunes da Costa Rego a tradição familiar sobre Ana Gudes Alcoforado. Ela chegou ao Teixeira, proveniente de Pedras de Fogo. Veio visitar uma irmã casada em Cacimba de Areia, e encontrou-se com Agostinho Nunes da Costa. A família não quis o casamento. Agostinho então a “roubou”, e com ela contraiu matrimônio.

 

O ROSTO ANCESTRAL DOS NUNES DA COSTA

                 O rosto dos Nunes da Costa em sua ancestralidade, tem características bem típicas, que a história nos transmitiu. É sobretudo na pessoa do tronco familiar, Agostinho Nunes da Costa, que esses traços característicos são bem delineados,  Mas lembremos que, com os seus filhos, o rosto dos Nunes da Costa passa também a ser o rosto dos Guedes Alcoforados.

Pedro Batista, seguindo uma tradição familiar, o qualifica de “caprichoso” posseiro de Santana (O. cit., p. 16). A denominação de caprichoso envolvia toda uma série de conotações. Caprichoso, por não ceder diante das maiores dificuldades que obstaculassem o objetivo proposto. Caprichoso, por não dar o braço a torcer, após urna decisão tomada ou uma afirmação feita. Caprichoso, por atitudes intempestivas face alguém que lhe contrariasse os planos. Caprichoso, por rompantes primaristas quando contrariado...

Dr. Antônio Farias explicita este “rosto caprichoso” do velho Agostinho Nunes da Costa: “Era um excelente homem, mas um caráter esquisito e opinioso a toda prova. A título de curiosidade, e mesmo para acentuarmos o que era o caráter sertanejo naquela época, misto de carrancismo e ao mesmo tempo de estoicismo, vamos relatar algumas de suas anedotas.

O vigário Antônio Dantas, filho do Anta velho, reconstituía ou trabalhava em urna das aguadas públicas desta vila, conhecida por Açude Velho. Pediu-lhe então escravos para auxiliar (pois era ele homem abastado), alegando o mesmo vigário, que depois ele, Agostinho, havia de querer servir-se da água do mesmo açude. Ele fez a exigência do padre: - mandou-lhe os escravos, mas declarou que nunca mais, nem ele nem o seu cavalo, se serviriam da água do dito açude!

E assim o fez! Procurando em outra ocasião comprar fiado a um negociante da terra, este fez-lhe urna observação, e ele jurou que nunca mais havia de comprar fiado e cumpriu a sua palavra!

De outra feita, bate com a cabeça no portal da cozinha de sua casa no Riacho Verde, e para não passar mais por ali, manda tapar a porta!

Vivia tão prevenido com a água do Teixeira, que quando sucedia vir do Riacho Verde com a família, passar festas pelo povoado, trazia comida e água, porque dizia ele que não comia, nem bebia nada do Teixeira, nem dormia aqui! E executava à risca o seu programa. Quando se aproximava a noite, deixava a família sozinha, no povoado, e ia dormir no seu Riacho Verde, fizesse o tempo que fizesse!...

Mas o homem que leva o capricho a ponto de prejudicar os seus próprios interesses, supõe-se talvez que tenha sido um homem marcado pela dureza. Não havia alma mais generosa, nem compassiva, dotada mesmo de excelentes qualidades de caráter...

Este homem extraordinário deu origem á mesma família dos Batistas em Riacho Verde, donde têm saído homens excelentes, em cujo número se podem contar Guilherme Nunes da Costa, seu neto, caráter magnífico, inteligência robusta, e que morreu mártir de suas próprias idéias. Foi o nosso “Lincoln”(Antônio Farias: Teixeira, ln RIHGPb, Paraíba, ano V, 1914, p. 68-69).

Palmira Nunes da Costa acrescentava ainda outros exemplos dos velhos Nunes da Costa, com essa conotação de um rosto “caprichoso”   No que toca ao grau de cultura, os Nunes da Costa, como os Guedes Alcoforado, ao que tudo indica, eram depositários de um bom nível cultural. se consideramos o contexto da Serra do Teixeira de então. Essa cultura era transmitida sobretudo mediante uma “tradição’ familiar, que como um sopro doméstico transmitia de geração em geração toda uma soma de valores culturais. Além disso, como escreve Pedro Batista, surgia às vezes por aquela redondeza algum professor, “um desconhecido qualquer”, que pela região dos sítios e fazendas era contratado para ministrar as primeira letras  aos meninos do “mato”. E ele cita o exemplo do professor Hermenegildo Cardoso de Santana, latinista e poeta.

 

Além disso, os “padres mestres”, muitas vezes eram os professores de humanidades, dando até aulas de latim. Um exemplo citado de tais “padres mestres” é o do Padre Vicente Xavier de Farias.

Os Nunes da Costa e os Guedes Alcoforado, além de um certo embasamento de cultura escolar, traziam também em sua veias um pendor poético. Sebastião Nunes Batista procurou, juntamente comigo, elencar os descendentes dos Nunes da Costa e Guedes Alcoforado, que versejaram ou publicaram poesias. Tal possível Antologia chegou a abranger uns 50 poetas da família. Aliás, é nessa “corrente sangüínea” que se insere José Fragoso da Costa, que começou a escrever e publicar seus “versos”, a partir dos 80 anos de idade.

E finalmente no que toca à profissão dos ancestrais Nunes da Costa e Guedes Alcoforado, eles desenvolveram na região do Teixeira, sobretudo a profissão de agricultores. Mas o seu grau de desenvolvimento cultural fez com que muitos dos seus membros fizessem parte da “elite cultural” do pequeno povoado de Canudos, e da futura vila do Teixeira E esta elite cultural participava muitas vezes também da vida administrativa do local.

De forma que os Nunes da Costa e os Guedes Alcoforado tinham um nível cultural e social bem mais expressivo que os Fragosos Cavalcanti.

 

DLSCENDÊNCIA_DOS_NUNES_DA_COSTA-GUEDES_ALCOFORADO

 

Foi o velho Agostinho Nunes da Costa o único nome dos filhos de João Nunes da Costa e Maria Teresa de Jesus, que chegou até nós. Já de Agostinho Nunes da Costa, o Velho, nos constam os nomes de cinco filhos. Eis sua relação.

 

Agostinho Nunes da Costa c/c Ana Guedes Alcoforado

        F.       1.    Luisa Guedes de França
        F.       2.    Agostinho Nunes da Costa c/c Ana Camila das Dores
        F.       3.    Ana Guedes de Moura c/c Bernardo de Carvalho Andrade
        F.       4.    João Batista Guedes c/c lnácia Mª. do Espírito Santo
        F.       5.    Severina Guedes de Moura c/c V José Pires
                                               2ª Estolano de Albuquerque Montenegro

 

Obs.:              Agostinho Nunes da Costa Júnior faleceu em 1849, sendo morador no Riacho Verde (LO 1,fl. 50v-51). Deve ter nascido em 1797.

Ana Camila das Dores (c/c Agostinho Nunes da Costa Júnior) tinha como sobrenome de família, Guedes Furtado. Segundo informações de Palmira Nunes da Costa Rego, ela era chamada de “francesinha” . Vinda da França, de viagem de navio, sofreu um naufrágio, mas conseguiu escapar. Era irmã de Severina Camila das Dores ou Guedes Furtado. Deve ter falecido antes de 1842, pois nesta data seu marido Agostinho Nunes Da Costa Júnior já figura como viúvo (LB 1,fl. 16v).

João Batista Guedes, conforme informações de José Obrigo

(Nunes da Costa), casou-se com urna ex-escrava de nome lnácia Maria do

Espírito Santo. Em 1859 o casal figura coma padrinhos na igreja do Teixeira

(LB 4, fl. 16y

                         Da. Ana Guedes Alcoforado (c/c Bernardo de Carvalho Andrade) foi a mãe do Cônego Bernardo Carvalho de Andrade. Faleceu em 1887, com 85 anos, tende seu marido falecido antes desta data, pois então era ela viúva (LO 3, fl. 11iv).

Da. Severina Guedes de Carvalho França faleceu em 1868, com 55 anos de idade (LO 1, fl. I55v), o que leva a concluir ter ela nascido por volta de 1813.

O BS: Há uma série de informações sobre um sexto filho do velho Agostinho Nunes da Costa. Trata-se de Joaquim Porfirio da Costa. Atestam esta filiação: José Obrigo, Pedro Batista, Palmira Nunes da Costa Rego, Odilon Nunes de Sá e outros. Pois, todos afirmam que Manduri (Manuel Romualdo) da Costa, filho de Joaquim Porfirio da Costa, era primo dos filhos de Agostinho Nunes da Costa Júnior. No entanto, o inventário de Agostinho Nunes da Costa (c/c Ana Guedes Alcoforado) só traz a lista dos cinco supracitados filhos

 

O RAMO DOS PEREGRINOS DE CARVALHO)

F 1: Luisa Guedes de França, segundo informações de José Obrigo, teve uma filha com o Padre Antônio Dantas, dando-lhe o nome de Peregrina Josefa Bernardina de Sena Góis.

                            O Padre Antônio Dantas tinha propriedade e escravos no Riacho Verde, onde moravam os pais de Luisa Guedes (LO l, fl. 14v). Faleceu ele em 1852, com 54 anos de idade (LO l, fl. 64), sendo sepultado na Igreja do Teixeira. Foi o primeiro sacerdote, filho do Teixeira, tendo sido vigário da paróquia de Patos, a que pertencia a capela do Teixeira. Era filho do doador do patrimônio da capela de Santa Maria Madalena, o Alferes Antônio Dantas Correia de Góis.

A filha de Luisa Guedes de França, Peregrina Josefa Bernardina de Sena Góes, casou-se com Antero Francisco de Paula Cavalcanti Montenegro. No ano de 1846 já eram casados, pois, nesta data assim figuram nos livros paroquiais do Teixeira (LB 1, fl. 89v-90).

O    Capitão Antero Francisco de Paula Cavalcanti Montenegro, irmão de Estolano de Albuquerque Montenegro (c/c Severina Guedes de Moura), era proveniente de Pedras de Fogo. Era filho de Francisco Dias de Meio Montenegro, irmão este último do Pe João Ribeiro Pessoa de Meio Montenegro, herói da Revolução Pernambucana de 1817. Francisco Dias era descendente de um dos quatro irmãos portugueses, a quem se atribui a formação da família Montenegro no Brasil (Trajano Pires da Nóbrega: A Família Nóbrega, S. Paulo, 1956, p. 194-195).

Do casal Peregrina Josefa Bernardina de Sena Góes e

Antero Francisco de Paula Cavalcanti Montenegro nasceram os seguintes

filhos: 1. Francisco Peregrino, 2. Inácio, 3. Antônio, 4. Antero, 5. Apoiônio, 6.

Caboclo, 7. Josefa Peregrina (c/c Cel. Dario Ramalho de Luna), 8. Clara, 9.

Antônia Peregrina (c/c José Jerônimo de Barros Ribeiro), l0. Maria.

 

O     RAMO QUE TRANSMITIU O SOBRENOME NUNES DA COSTA

F 2 Agostinho Nunes da Costa Júnior e Ana Camila das Dores tiveram dez filhos, que foram:

1.       Guilherme Nunes da Costa (c/c Joana de Sousa Pacheco)

2.       Nicodemos Nunes da Costa (c/c 1ª : Ana Camila das Dores       2ª : Mª Leonor do Nascimento

3.      Nicandro Nunes da Costa (c/c 1ª : Genuína Ferreira de Azevedo   2ª Jerônima Costa

4.        Hugolino Nunes da Costa (c/c 1ª : Lucinda Tavares 2ª :Mª Brasiliana de Figueiredo

5.        Persevera

nda Camila das Dores (c/c Joaquim Dias Velho)

6.        Ubaldina Camila de S. José (c/c Manuel Batista dos Santos)

7.        Senhorinha Camila de S. José (c/c Luís Batista dos Santos)

8.        Petronila Camila das Dores (c/c Manuel Félix da Silva)

9.     Santinha Camila (c/c Germano Alves de Moura)

 

O BS. Guilherme Nunes da Costa, morava no Riacho Verde (LB 2,11.      26v-27). Dele escreve o Dr. Antônio Farias, como já citamos anteriormente, que era um “caráter magnífico, inteligência robusta, e que morreu mártir de suas próprias idéias. Foi o nosso Lincoln”

Nicodemos Nunes da Costa morava nos Poços em 1851 (LB 2, fl. 19). Foi escrivão interino do Conselho Municipal em 1861 e 1862, quando o Juiz Municipal suplente,  Delfino Batista de Meio, foi morto.

Nicandro Nunes da Costa, nasceu antes de 1839, pois no Diário de Antônio Batista de Meio (p. 159), se diz que ele faleceu em 1919 com mais de 80 anos. Nicandro casou-se duas vezes, sendo a primeira com Genuína (ou Minervina?) Ferreira de Azevedo. No ano de 1856 ele fez batizar seu filho Pedro (LB 3, fl. 25v), tendo tido do 1º matrimônio mais os seguintes filhos: Salomão, Regina, Cecília, Gaudência, João, Antônio, Umbelina, Agostinho, Ezequiel.

De seu 20 casamento com Jerônima Costa, Nicandro teve os filhos:

Abílio, André, José, Maria, Severino.

 

Hugolino Nunes da Costa nasceu em 1832. Casou-se a primeira vez com    Lucinda    Nunes    Tavares,   que    ainda    era   sua parenta, segundo informações   de  Sebastião Nunes Batista. Deste primeiro matrimônio teve os seguintes  filhos:      José,  Agostinho,  Hugolino,  Antônio,  Liberato,  Nicandro, Nicanor, Luisa (Dondon), Maria Lucinda e João.

Seu   segundo  casamento    com  Maria  Brasiliana  de   Figueiredo. Dela teve os filhos Nicodemos, Manuel e Hugolina (c/c 1ª: Francisco das Chagas Batista, e 2ª: Lourival Ribeiro dos Santos).

Maria Brasiliana de Figueiredo, antes de casar-se com Hugolino

Nunes da Costa, teve uma primeira família com o Pe. Gil Brás de

Figueiredo, seu parente, que era vigário da Palma, no Rio Grande do Norte.

Com o Pe. Gil Brás ela teve os filhos: Odilon, Nestor, Concessa, Agrícola,

Diógenes, Marcionilo, Gil Brás (Informações de Sebastião Nunes Batista).

 

Perseveranda (Landa) Camila das Dores era casada com Joaquim Dias Velho, ou Joaquim José de Morais Velho, conforme os registros da paróquia do Teixeira (LB 2, fl. 46). Morava nos Poços.

Tia Landa, corno era chamada familiarmente, teve os seguintes filhos: Pedro, Mariinha, Marta, Fortunata, João Velho. António Velho, Agostinho e Maria (c/c Antônio Vieira).

Ubaldina Camila de S. José (c/c Manuel Batista dos Santos) faleceu em 1870 (Diário, p. 34O), e seu marido Manuel Batista faleceu em 1888, com 85 anos de idade (LO 3, fl. 13).

Senhorinha Camila de S. José (c/c Luís Batista dos Santos) faleceu em 1854, e seu marido Luís Batista dos Santos, em 1854,

Petronila CamiIa do Carmo (c/c Manuel Félix da Silva) faleceu em 1908 (Diário, p.74), e Manuel Félix em 1887. Este tinha 60 anos quando morreu (LO 3, fl. 11v-12), ou segundo outro registro (LO 3, fl 14), eram 65 anos que ele tinha. Manuel Félix da Silva era filho de Francisco Félix (c/c Teresa Campos). Este Francisco Félix, corno já dissemos anteriormente, era filho natural de Domingos Fragoso Cavalcanti (avô de Zuza Fragoso) e de Pastora (Campos?). Eram irmãos de Manuel Félix: 1. Francisco Félix (pai de Laurindo Félix) c/c Antônia Félix, 2. Pastora Félix c/c Bernardo Guedes, 3. Maria Félix (mãe de Lucinda c/c Aureliano –Dadi - Batista Guedes).

Os filhos de Petronila e Manuel Félix foram os

seguintes:1.Amada Camila das Dores (c/c João Francisco Sezara, ou César}, 2. Agostinho, 3. Joaquim —Quinquim — Félix da Silva (c/c Josefina Dias Novo), 4. Antônio Félix da Costa e Silva (c/c Justina Guedes Ramalho de Luna), 5.  Francisco Félix da Silva (c/c Teonila Camila das Dores). 6. José Félix (c/c irmã de Nicanor Guedes), 7. Ana Camila das Dores (Manuel Maria Xavier), 8. Margarida Félix da Costa ( c/c Vicente Alves Carneiro de Menezes), 9. Severina Félix —Sinhá - (c/c José Vieira), l0. Minervina –Nequinha -, 11. Teresa, 12. Maria, 13. João.

 

OS NUNES DA COSTA SE UNEM AOS BATISTAS DOS SANTOS (1)

Foram duas irmãs Nunes da Costa, Ubaldina e Senhorinha, que se casaram com dois irmãos Batistas dos Santos, Manuel e Luís Batista dos Santos. E desses dois ramos que descendem José Fragoso e Maria José Batista.

 

Ubaldina Camila de 5. José c/c Manuel Batista dos Santos

F1 — Antônio (1842-1845 — LB 1, fl. 21v e LO 1,fl, 29)

F2 - Maria I3atista Guedes c/c Manuel José Firmino (‘?)

F3 - Antônio Batista Guedes c/c - Francisca Gurgel

2ª - Gelsumira Gurgel

F4 - Hugolina Camila das Dores c/c 1ª: Delfino Batista de Meio, 2ª: Pedro Barbosa da Cunha

F5 - Cosma (1847-1850-)

F6 - Cosma Filisrnina Batísta c/c Luís de França Batista Ferreira

F7 - Ana Camila das Dores c/c Luís Batista dos Santos (s/d)

F8 - Teresa Batista Guedes (solteira)

F8 - Antônia Batista Guedes (solteira)

F10 - Minervina Batista Guedes c/c Antônio Batista de Meio

F11 - Cecílio Batista Guedes c/c Luisa Guedes de França

F12 - Inácio Batista Guedes

F13 - Manuel Batista Guedes c/c Amanda Guedes de França

F14 - Águida Batista Guedes c/c Luís Antônio Ferreira Rodas

F15 - João (n. 1858 - LB 3, fl. 100).

F16 - Aprígio (n. 1861-LB 4 - fl. 108)

F17 - Emídio (n. 1861- LB 4 – fl. 116)

 

OBS. — A Segunda filha da lista dos filhos de Ubaldina Camila de S. José e Manuel Batista dos Santos foi Maria Batista Guedes. Segundo informação de José Obrigo, casou-se ela com um primo seu, filho de Tosinha, urna das irmãs de Manuel Batista dos Santos. De acordo com informações de Antônio Batista, filho de Cosma Filisrnina, sua tia Maria se casou com Manuel José Firmino.

Antes deste casamento, Maria Batista Guedes tivera com o Pe. Vicente Xavier de Farias, uma filha que fora retirada da vila do Teixeira para o sitio de Riacho Verde, onde veio a morrer. Teve, depois, um segundo filho (Dr. Antonio Xavier de Farias), que o Pe. Vicente preferiu que fosse criado no

Teixeira mesmo, por ter mais condições que no sítio. Esta informação é da

autoria de Palmira Nunes da Costa Rego.

Em sua Recordação do Passado, Antônio Batista de Meio registra o falecimento de sua cunhada Maria, a 20 de dezembro de 1880, na vila do Teixeira (RP, s/p).

 

Antônio Batista Guedes, terceiro filho de Ubaldina Camila de S. José e de Manuel Batista dos Santos, nasceu em 1845 (LB 1, fl. 82v). Casou-se pela primeira vez, com Francisca Gurgel do Amaral, da qual teve dois filhos: Antônio Gurgel Guedes (c/c Jovita Peixoto) e Abílio Gurgel Guedes (c/c Alzira Nogueira).

Casou-se uma Segunda vez, com Gelsumira Gurgel do Amaral. irmã de sua esposa anterior. Deste matrimônio teve os seguintes filhos: 1. Pe. Vital Gurgel Guedes, 2. Raimundo (c/c Águida Peixoto),3. Mário (c/c Ana Alda Teixeira), 4. Otávio (c/c Maria das Dores Sã), 5. Maria (solteira), Ubaldina (solteira) e Gelsumira (solteira).Antônio Batista Guedes faleceu em Fortaleza em 1895 (RP. s/p).

Hugolina Camila das Dores, que figura no quarto lugar da lista dos filhos de Ubaldina Camila de S. José e de Manuel Batista dos Santos, deve ter nascido por volta de 1842, pois no ano de 1882, no seu segundo casamento, tinha ela 40 anos (Livro de Casamentos 1 — LC- fl. 53v). Hugolina casou-se a primeira vez, com Delfino Batista de Meio, seu tio, pois era este irmão d e Manuel Batista dos Santos. Sua primeira filha nasceu cm 1856 (LB 3. fl. 30v), o que faz supor ter ela se casado com uns 14 anos de idade.  Hugolina ficou viuva de Delfino Batista de Meio em 1862, quando foi este assassinado. Devia ela ter então uns 20 anos de idade. Passou vinte anos como viúva. casando-se uma segunda vez com Pedro Barbosa da Cunha, em 1882, como já dissemos.

Pedro Barbosa da Cunha também era viúvo. Fora casado com Joana Maria da Conceição. Morava no sitio Monteiro, além dos Poços. Não teve filhos do primeiro casamento, como também não os teve do segundo. É tanto que Joana Maria da Conceição, sua primeira esposa, deixou em testamento sua “terça” para Severina, filha legitima de João Nepomuceno Quixabeira, sogro de Cazuzinha Tota, ou seja, do Major José Jerônimo de Barros Ribeiro (Cartório do Teixeira, Inventário n0 131, 1880).

Hugolina faleceu a 25 de maio de 1897, conforme escreve em sua Recordação do Passado, Antônio Batista de Meio (RP s/p).

Hugolina no episódio do assassinato de seu primeiro marido, Delfino Batista de Meio, mostrou urna grande coragem, ao enfrentar as manobras dos supostos mandantes do crime. Há duas cartas com sua assinatura, dirigidas á Redação de A ORDEM, jornal do Recife, onde ela a 9 de setembro de 1862 corajosamente escreve que denunciou ao Promotor Público da Câmara, Dr. Claudino Francisco de Araújo Quarita, os cúmplices do assassinato de Delfino Batista de Meio: “Os Guabirabas e os Srs. tenentes coronéis lldelfonso Ayres Cavalcanti de Albuquerque, Manuel Dantas, Lourenço Dantas, José Dantas, e Joaquim Lopes, estes como cúmplices, e aqueles corno autores da morte de meu infeliz marido Delfino Batista de Meio”...

E na segunda carta, a 7 de outubro de 1862, ela afirma que o Delegado Capitão José Anselmo Rodrigues “fora demitido e exonerado do comando por haver pronunciado à vista das exuberantes provas do processo, o tenente coronel lldefonso Ayres Cavalcanti de Albuquerque, como cúmplice do assassinato” de Delfino Batista de Meio. E desenganada da justiça humana, Hugolina conclui: “Felizmente tenho resignação, que é o único lenitivo, que me resta. Com a publicação destas linhas muito obrigará à sua veneradora e criada”. (A ORDEM, Recife, 9/IX/1862, p. 2 e 7/X/l 862, p. 2).

Cosma Filismina Batista, sexta da lista dos filhos de Ubaldina Camila e Manuel Batista dos Santos, deve ter nascido por volta de 1851.    No ano anterior falecera com uns quatro anos urna sua irmã, que tinha o nome de Cosma (LB 1, fl. 99v e LO 1, ti. 54v). Casou-se ela com Luís de França Ferreira Batista (1838-1896). Era este filho de Manuel José Ferreira e de Maria Batista dos Santos, irmã de Manuel Batista dos Santos; dai, serem Cosma Filismina e Luís de França primos em primeiro grau.

Luís de França Ferreira Batista faleceu em 1896 com 58 anos, tendo portanto nascido por volta de 1838 (LO 3, fl. 45 e RP s/p).Cosma Filismina e Luís de França tiveram os seguintes filhos: 1. Manuel Sabino (c/c Ana / Sinhá / Nogueira Batista), 2. Ubaldino (c/c Severina de Sousa), 3. Cosma (solteira), 4. Maria da Conceição (c/c Antônio Arnaro Batista de Araújo), 5. Antônio (c/c Maria da Penha Queiroz), 6. Maria José (c/c Pedro Alves de Araújo), 7. Francisco das Chagas (c/c Hugolina Nunes da Costa), 8. José (c/c Alexandrina Correia), 9. Raimundo Nonato (c/c Antônia Nunes Batista), 10. Pedro ( c/c : Raquel Aleixo Gomes de Barros e 2ª Severina / Siná), 11. Cosme (c/c Maria da Paz / Nazinha), 12. Cosma (solteira), 13. Maria Madalena (solteira). Além desses filhos, Cosma Filismina adotou uma filha com o nome de Maria Peregrina.

            Ana (Nana) Camila das Dores, sétima na lista dos filhos de Ubaldina Camila de S. José, casou-se com Luís Batista dos Santos (1 846-1882), e não teve descendência. Eram eles primos carnais. Contraíram matrimônio em 1873 (LC 1, fl. 33). Ana Camila faleceu em 1887, conforme registra Antônio Batista de Melo em sua Recordação do Passado.

Luís Batista dos Santos Júnior, irmão de Antônio Batista de Meio, faleceu em 1882, com 35 anos de idade (LO 2, fl. 82), no sítio de Poços, onde morava. Era apelidado de Lulu Bracinho, pelo fato de ter perdido um braço durante a Guerra do Paraguai. Fora para a guerra, como “voluntário”, juntamente com uns 50 teixeirenses. No Paraguai morreu seu parente Joaquim Batista Guedes, filho de João Batista (Guedes, e irmão de Balduíno (Guedes (Informação de José Obrigo e Recordação do Passado).

Teresa Batista Guedes, filha do casal Ubaldina—Manuel Batista, nasceu em 1857 (LB 3. fl. 45) e faleceu solteira em 1889, na capital do Ceará (Recordação do Passado, s/p).

Antônia Batista Guedes (Toínha) também filha do referido casal,  nasceu em 1856, sendo no Batismo afilhada do Dr. Manuel Dantas e esposa  (LB 3, fl. 28). Teve um filho natural (Inácio Batista de Meio) com Luís Antônio Ferreira Rodas, antes do casamento deste (1881 -LC 1, fl. 47v) com Águida Batista Guedes, sua irmã.

Minervina Batista Guedes, também filha do casal acima, nasceu por volta de 1856, pois ao falecer em 1936, tinha a idade de 80 anos Casou-se a 18 de janeiro de 1876 com Antônio Batista de Meio, seu primo carnal (RP, p. 6).

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span lang=PT style='font-size:10.0pt;mso-ansi-language: PT;layout-grid-mode:line'>Antônio Batista de Meto (Antônio Macaxeira) nasceu em 1853, e faleceu em 1920.

 

Foram os seguintes os filhos do casal Minervina - Antônio Macaxeira:

1.       Maria (1877-1936), que faleceu solteira (LB 6, fl. 120 e RP, p.7) 2. Antônio (c/c Maria), que nasceu em 1881 (RP, s/p), casou-se em 1905 (Diário, p. 58) e faleceu em 1945;  3. Ubaldina (c/c Domingos Fragoso das Neves), que nasceu em 1882 (RP, p.8) e casou-se cm 1906 . Faleceu na década de 1940; 4. Luís (Severina Faustino Justino) nasceu em 1883 (RP, 8), e casou-se em 1915. Faleceu em 1923; 5. Senhorinha (c/c José Pedro Batísta) nasceu em 1885 (RP, 9), casou-se em 1911 e faleceu na década de 1940 (RP, 7); 6. Macrina (c/c José Primiano) nasceu em 1886, casou-se em 1907 e faleceu em 1937; 8. Raimundo Nonato (c/c Maria José Paes de Sousa) nasceu em 1887 e faleceu na década de 1940; 9. Maria Madalena (c/c Bernardo (Guedes) nasceu em 1890, casou-se em 1912 e faleceu cm 1952; 10. Ana (c/c Agripino) nasceu em 1892 (RP, p. 11);  11.  Josefa (c/c Augusto Tavares Montenegro) nasceu em 1894 (RP, p. 12). Casou-se em 1915 e faleceu em 1928; 12. Manuel nasceu em 1896 (RP. P. 12)e faleceu em 1978; 13. MARIA JOSÉ DA PURIFICAÇÃO BATJSTA (c/c José Fragoso da Costa) nasceu em dois de fevereiro de 1898, sendo batizada a 6 do mesmo mês e ano pelo Pe. Vicente Xavier de Farias. Teve por padrinhos de batismo o Major Francisco Leite Ferreira e Da. Maria Nunes Leite (RP, 13). Casou-se em 1919. Faleceu a 20 de junho de 1983. E José Fragoso da Costa faleceu a 5 de maio de 1990. A relação dos filhos do casal José Fragoso - Maria José Batista já foi apresentada na genealogia dos Fragosos

 

NUNES DA COSTA SE UNEM AOS BATISTAS DOS SANTOS (lI)

 

Senhorinha Camila de S. José c/c Luís Batista dos Santos

F1 Augusta Sérgio Batista (c/c Antônio Batista dos Santos)

F2 Isabel Batista de Meio

F3 João Batista de Meio

F4 Luisa (Santinha) Batista de Meio

F5 Luís Batista dos Santos Júnior ( c/c Ana Batista Guedes)

F6 lldefonso Batista Guedes ( c/c Maria Generosa de França)

F7 Senhorinha Guedes Furtado ( c/c Manuel Ferreira Campos)

F8 Ana (Donana) Batista de Meio

F9 Maria Cordeira Guedes ( c/c Laurindo Félix da Silva)

FIO Antônio Batista de Meio (c/c Minervina Batista Guedes)

Obs. Depois da morte de Luís Batista dos Santos, ocorrida em 1854,foi feito o inventário dos bens do casal, pela viúva Senhorinha Camíla de S. José (Cartório do Teixeira, n0 39, 1859). Na lista dos filhos figuram: 1.

Augusta, 2. Isabel com 12 anos, 3. João com 11 anos, 4. Luisa com 10 anos, 5.

Luís com 9 anos, 6. lldefonso com 8 anos, 7. Senhorinha com 7 anos, 8. Ana

com 2 anos, 9. Maria com 1 ano. Na lista dos órfãos falta Antônio, mas nas contas do órfão Antônio”, em 1858 se diz que ele tem 5 anos, tendo portanto nascido em 1853. De forma que a idade dos órfãos, que a lista acima apresenta em 1859, não está bem claro a que ano corresponde.

O   tutor dos órfãos foi inicialmente Manuel Batista dos Santos, que passou depois o encargo a seu irmão Antônio Batista dos Santos, casado com a irmã mais velha dos referidos órfãos, Augusta Sérgia, que era sobrinha de Antônio Batista dos Santos. Moravam estes na Mata Escura.

Augusta Sérgia Camila das Dores, filha mais velha do casal Senhorinha Camila de S. José e Luís Batista dos Santos, casou-se com seu tio Antônio Batista dos Santos. Morava na Mata Escura e já estava casada em 1860 (LB 4, fl. 60-60v). Aliás parece ter sido este o ano de seu casamento, pois Manuel Batista dos Santos em 1859 figura como tutor dos órfãos, seus sobrinhos, só transferindo depois o encargo para seu irmão Antônio Batista dos Santos, por ser casado com a irmã mais velha dos órfãos.

Augusta Sérgia faleceu em 1889 em 5. Luís do Maranhão (RP, p. 3).

Quanto a Antônio Batista dos Santos, parece que ele usava também o sobrenome de Batista de Meio, pois com este nome ele assinava suas poesias.

Isabel Batista de Meio, segunda da lista dos filhos de Senhorinha Camila de S. José e de Luís Batista dos Santos, deve ter nascido por volta de 1842, pois na morte de seu pai Luis Batista dos Santos, ocorrida em 1854, ela tinha 12 anos de idade. A não ser que a data referencial do Inventário supracitado seja posterior ao ano de 1854.

Isabel faleceu em 1862 na cidade de Campina Grande (RP, p. 1). O fato de ela morar em Campina Grande, onde não consta morasse nenhum irmão ou tio seu, naquela época, leva á provável conclusão de que ela era casada. Seu Irmão Antônio Batista de MeIo, na Recordação do Passado (p.1) fala de um cunhado seu, de nome José Joaquim de Maria (Diário, p.6), que poderia ter sido o esposo de Isabel Batista de Meio.

João Batista de Meio, terceiro da lista dos filhos do casal Senhorinha-Luis Batista dos Santos, nasceu por volta do ano 1843, se a data referencial do citado Inventário foi mesmo o ano de 1854. Pois, ali se escreve que ele tinha então 11 anos de idade. Faleceu em 1878 na Barra de Natuba (RP, 1), não constando se deixou família.

Luísa (Santinba) Batista Guedes, que na lista dos filhos de Senhorinha Camila e Luís Batista dos Santos vem em quarto lugar, nasceu por volta de 1844, a valer o raciocínio que fizemos sobre a data referencial do Inventário de Luís Batista dos Santos. Parece que não chegou a casar-se.Faleceu no Teixeira em 1862 (RP, p. 1).

Luís Batista dos Santos, que vem logo depois de sua irmã Luisa Batista Guedes, nasceu provavelmente em 1845 ou [846. Foi para a Guerra do Paraguai, como já dissemos, e lá perdeu um braço nos combates. Casou-se com Ana Batista Guedes, não tendo deixado descendentes. Seu casamento foi no ano de 1873 (LC 1, fl. 33).

Luís Batista dos Santos faleceu no ano de 1881, com 35 anos de idade, no sítio dos Poços (LO 2, fl. 82). Na Recordação do Passado Antônio Batista de Meio registra o ano de sua morte como tendo sido 1882 (RP,p.2,)

lldefonso Batista de Meio, sexto na lista dos irmãos, nasceu em 1848 (LB 1, fi. 118), tendo no Batismo como padrinho lldefonso Ayres Cavalcanti de Albuquerque, que em 1862 iria ser acusado de mandante do assassinato de Delfino Batista de Meio, seu tio. lldefonso casou-se com Maria Generosa de França (LB 6, fl. 88v). Faleceu em 1879 no Curato de Bom Jardim (RP. p. 1).

Senhorinha Guedes Furtado, que vem depois de seu irmão lldefonso, deve ter nascido em 1849, pois tinha um ano menos que este seu irmão Casou-se com Manuel Ferreira Campos, com o qual teve os filhos seguintes:

Cícero Campos, Luís Campos e Rita (Cf LB 6, fl. 97v). Manuel Campos era filho de João Peneira Campos e Rita Maria de Jesus, e irmão de Porfirio Campos.

Senhorinha Guedes faleceu em 1887, no Riacho Verde (RP, f1. 2). Com seu falecimento Manuel Campos casou-se uma segunda vez com Mariazinha de tal.

Ana Batista Guedes (Donana), oitava na lista dos irmãos, no Batismo teve por padrinho Lourenço Damas Correia de Góis (LB 2, fl. 30). Não consta pelos documentos compulsados se Donana foi casada ou não. Ela faleceu na cidade de Goiana, em Pernambuco, em 1881 (RP, p.2). Há uma hipótese de ela ter sido esposa de José Joaquim de Maria, a quem Antônio Batista de Meio chama de cunhado (Diário, p.6). Mas esta hipótese tem a mesma possibilidade em relação a Isabel, sua irmã, da qual falamos atrás.

Maria Cordeira Guedes, penúltima na lista dos irmãos, nasceu em 1845, segundo o livro de batizados da Paróquia do Teixeira (LB 1, fl. 80v); já no Inventário de seu pai ela figura como tendo nascido depois de sua irmã Ana Batista. Casou-se com Laurindo Félix. Este nascera em 1853, e era filho de Francisco Félix da Silva e de Antônia Maria da Conceição (LB 2, fl.43v).

Era, como já dissemos atrás, bisneto de Domingos Fragoso Cavalcanti, que com Pastora (Campos?) tivera um filho natural, de nome Francisco Félix (Informações de Chiquinha de João de Ester e de José Obrigo). Maria

Cordeira faleceu em 1893 em Fortaleza (RP, p. 2).

Antônio Batista de Meio, irmão caçula, casou-se com Minervina Batista Guedes; deles já tratamos anteriormente, quando da descendência de Ubaldina Camila de S. José.

Obs. Na relação dos filhos de Senhorinha Camila de S. José e de Luís Batista dos Santos, José Obrigo inclui Sirina Batista Guedes, e acrescenta:

“casada com seu sobrinho de nome Modesto, filho do casal Augusta Batista e Antônio Batísta”. Não conseguimos harmonizar esta informação com outros dados documentais. Pois, os documentos falam de uma Sirina, mas que era filha de lldefonso Batista e de Maria Generosa de França (LB 6, fl. 88v), e portanto, nela de Senhorinha e Luís Batista dos Santos. E lembremos que na relação dos órfãos deixados por Luís Batista dos Santos, por ocasião de sua morte, não figura o nome de Sirina.

Há uma possibilidade de ser ela filha adotiva, pois, Antônio Batísta de Meio em sua Recordação do Passado escreve: “Faleceu Modesto meu Cunhado a 2 de Junho de 1896”.

 

 

 

Obs. Segundo informações de José Obrigo, havia mais uma filha de Senhorinha e Luis Batista dos Santos, chamada Adelaide, que se teria casado com seu tio Geraldo Batista dos Santos. Neste caso aqui, houve de fato um equivoco. Pois, Adelaide era filha natural de Inácio Dantas Correia de Góis. Este em seu testamento escreve em 1868 que “como solteiro tive as filhas seguintes: Joaquina, viúva de José Antônio de Sousa; Adelaide, casada com Geraldo Batista dos Santos. Adelaide nasceu, sendo sua mãe já casada, “porém é sabido geralmente que este casamento foi posterior à geração e não conhecido ser o nascimento dela, cujas filhas assim naturais as reconheço por tais” (Cartório do Teixeira, Inventário n0 75, 1 869).

 

OS NUNES DA COSTA ABSORVIDOS PELOS GUEDES

 

Santina (ou Santa), última filha de Agostinho Nunes da Costa Júnior e de Ana Camila das Dores, deve ter nascido por volta de 1822, pois, faleceu em 1915 com 93 anos de idade (Diário, p. 124). Casou-se com Germano Alves de Moura, irmão de Antônio Alves de Moura (c/c Felicíssima Guedes Perpétua).

Foram filhos deste casal: 1. Luisa Guedes de França (c/c Cecílio Batista Guedes), 2. Amanda Guedes de Moura (c/c lª: Manuel Batista dos Santos Júnior e 2a: Cecílio Guedes de Meio ou da Silva) (Cf LB 6, fl. 131 e fl. 90).

 

Filhos de Luisa Guedes de França e Cecílio Batista Guedes:

 

1.         Ana (Cabocla) Guedes Batista (c/c Laurindo Félix), 2. Germano Guedes

Batista (c/c Maria), 3. Mariinha (solteira), 4. Ubaldina (Bababa) Guedes Batista (c/c Guilherme Machado), 5. Jacinta Guedes Batista (c/c Francisco Alves da Costa — Imaginário), 6. Antônia Guedes Batista (c/c Teófilo Amorim), 7. Sebastião (Branco) Batista (c/c Maria Nunes da Costa), 8. Cecília

(Dondon ) Batista (c/c Sebastião Guedes) , 9. Severina Batista Guedes (c/c Raimundo Joaquim Patriota), 10. Filomena Batista (c/c Antônio Nogueira).

Amanda Guedes de Moura em seu primeiro casamento com Manuel Batista dos Santos Júnior, teve três filhos: 1. Maria Batista (c/c Raimundo Peixoto), 2. Josefa Batista (c/c Pedro Paraíba), 3. Senhorinha.

Manuel Batista dos Santos Júnior faleceu em 1866.

Em seu segundo casamento, Amanda Guedes teve com Cecílio Guedes da Silva (ou de Meio) os seguintes filhos: Antônio, Silvestre, Maria, Francisco (LB 6, fl. 90 e 131).

O RAMO DOS GUEDES DE CARVALHO

Ana Guedes Alcoforado, filha do velho Agostinho Nunes da Costa,

casou-se com Bernardo de Carvalho Andrade Luna, e deste casamento

nasceram os seguintes filhos:

1, Cônego Bernardo de Carvalho Andrade Júnior( 1833-1908)

2.      Minervina dos Santos Cosme e Damião (c/c Claudino Cavalcanti de Albuquerque MeIo)

3.      Felina Guedes de Maria (c/c José Jerônimo de Lima)

4.      Ana Guedes de Carvalho (c/c José de Sousa Cruz)

5.      Lucinda Guedes Alcoforado (c/c João Ramalho de Luna)

(Cf Pedro Batista: Cônego Bernardo, Rio de Janeiro, 1933 — LB 1,fl.7 e LB 1 tl. 13).

Obs. Bernardo Carvalho de Andrade Luna era natural do Açu, no Rio Grande do Norte. Descendia dos Ramalhos de Luna, de Crato, no Ceará

(Pedro Batista, O. cit., p. 16). Deve ter falecido antes de 1842, pois nesta data Ana Guedes Alcoforado já era viúva( LB 3, fl. 3v).

Cônego Bernardo Carvalho de Andrade nasceu em 1833.Segundo Pedro Batista, era ele primo dos filhos de João Batista dos Santos e

Catarina Maria da Conceição ( O. cit., p. 19). Esta afirmação procede de um  equivoco, pois, ele confunde João Batista dos Santos com João Batista Guedes, tio de Cônego Bernardo.

e='text-indent:37.7pt;mso-pagination:none;tab-stops: 37.7pt'>       Segundo o mesmo Pedro Batista, Cônego Bernardo era primo de Porfirio Hígino da Costa e de Manduri Costa (lb. , p. 157).          Não consegui documentos que comprovassem esta afirmação, que aliás é sustentada por outros da família. Mas no Inventário do velho Agostinho Nunes da Costa só figuram,  como    dissemos,  os   cinco  filhos  acima  relacionados:  1 Luisa, Agostinho, Ana, João Batista e Severina.

Minervina dos SS. Cosme e Damião (c/c Claudino Cavalcanti de

Aibuquerque Meio) teve os seguintes filhos: 1. Umbelino, 2. Luisa, 3.Margarida, 4. Antônio, 5. Antônio, 6. Leocádia, 7. Maria, 8 –José , 9. Bernardo, 10. Pe. Joaquim Guedes de Albuquerque Meio, vigário de Gravatá e Floresta dos Leões, em Pernambuco.

 

Felina Guedes de Carvalho (c/c Jerônimo José de Lima) teve os seguintes filhos: 1. Beluário, 2. André, 3. José, 4. Ulisses. 5. Antônio, 6. Francisco, 7. Agostinho, 8. Ana, 9. Luzia, 10. Cosma, II. Severina, 12. Felina.

Ana Guedes de Carvalho teve de seu casamento com José de Sousa Cruz, os filhos seguintes: 1. Bernardo, 2. Tito, 3. José, 4. Jacinto, 5. Premenha, 6. Joana, 7. Miguel

Obs. O 1º filho, Bernardo Carvalho de Sonsa Cruz, foi o pai do célebre escritor Pe. Estêvão Cruz (informação de José Obrigo).

Lucinda Guedes de Carvalho (c/c João Ramalho de Luna Cavalcanti) teve os filhos seguintes:

1.    Cel. Dario Ramalho de Carvalho Luna (c/c Josefa Peregrina Montenegro)

2.    Minervina, que faleceu criança

3.    Acúrsio Ramalho de Luna (c/c Baliza Camila de Luna)

4.    Alexandre

5.   Brígida

6.    Minervina (c/c Joventino de Araújo Lopes)

7.    Avelino Ramalho de Carvalho (c/c Clara Emiliana de Meio)

 

Obs. João Ramalho de Luna, após a morte de Lucinda (que deve ter sido entre 1856 e 1857), casou-se com Maria dos Anjos Guerra, da qual teve os filhos que se seguem:

1.    Job, 2.Florisbela, 3. Alexandre(n.1860),4. Alexandre (n. 1870).

 

Obs. Não consegui averiguar pelos documentos, de qual dos dois

matrimônios eram os seguintes filhos de João Ramalho de Luna:

1.    José Ramalho (c/c Lucinda Ferreira Ramalho)

2.    Amada Luna Ramalho (c/c Francisco Mel. de Barros Ribeiro)

3.    Justina Ramalho de Luna (c/c Antônio Félix da Costa e Silva)

4.     Maria de Luna Ramalho (c/c João de Freitas)

5.     Maria de Jesus de Luna Ramalho

6.     Estolano de Lima Ramalho

7.     Rosa de Lima Ramalho

 

O RAMO DOS MONTENEGROS

Severina Guedes de Moura, ou Alcoforado, foi a quinta filha do velho

Agostinho Nunes da Costa. Foi casada com Estolano de Albuquerque

Montenegro, do qual teve os seguintes filhos:

1.      Fidelino Guedes de Albuquerque Montenegro (c/c Maria Leite)

2.      Pedro Paulo de Albuquerque Montenegro (c/c Jacinta Possidônia Moura)

3.      Secundina Guedes (c/c Claudino Ribeiro— Moreira? — de Araújo)

4.      Sinhá (solteira)

5.      Felícia Guedes de Moura

Obs. Severina Guedes de Carvalho faleceu em 1868, com 55 anos de idade (LO 141.155v).

Estolano de Albuquerque Montenegro faleceu em 1895 com 78 anos. Provinha de Pedras de Fogo (LO 3, fl. 40v). Era irmão de Antero Francisco Cavalcanti Montenegro e filho de Francisco Dias de Meio Montenegro. Era este último, irmão do Pe. João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, herói da Revolução Pernambucana de 1817. Francisco Dias de Meio Montenegro descendia de um dos quatro irmãos portugueses, a quem se atribui a formação da família Montenegro (Cf Trajano Pires da Nóbrega: A Família Nóbrega, S. Paulo, 1956, p. 194-195).

F1. Fidelino Guedes de Albuquerque Montenegro (c/c Maria Leite

Montenegro) teve os seguintes filhos: 1 .Maria (Antônio Bento Leite

Andrade), 2. Quintino, 3. Severina (c/c Vicente Nunes da Rocha), 4. Ana

(Martiniano Nunes Leite), 5. Pedro Fidelino, 6. Peregrina (c/c José Pires

Lustosa), 7. Teresa, 8. Severino, 9. Secundina, 10. Gregório, 11. Josafá, 12.

Sancho (c/c Maria das Dores Ramalho), 12. Casimira, 13. Rafaela.

F2. Pedro Paulo de Albuquerque Montenegro (c/c Jacinta

Possidônia de Moura) teve os filhos seguintes: 1. Jacinta, 2.Severina, 3. Maria,

4.      Pedro Paulo, 5. Paulo Pedro, 6. José Pedro, 7. Luzia, 8. PIinio, 9. Peregrino

10.    Teonila, 11. Piutarco, 12. Agrícola, 13. Lídia.

F3. Secundina Guedes Cavalcanti (c/c Claudino Ribeiro de Araújo) teve os filhos seguintes: 1. Luisa, 2. Isaías, 3. José, 4. Teonila, 5. Maria.

 

BATLSTA DOS SANTOS

E

CAVALCANTI ARCOVERDE

 

BIZERRA DE SOUSA VIRA BATISTA DOS SAN’I’OS

 

A família Batista é originariamente Bizerra de Sousa. O primeiro

desta família, de que se tem noticia, é Pedro Bizerra de Sonsa (c/c Ana Maria das Neves), natural de João Pessoa, ou como então se chamava, cidade da Paraíba (Informação de Antônio Batista, irmão do escritor Pedro Balista).

Sobre o relacionamento da família Bizerra com os Batistas, cita António Macaxeira (Batista de Meio) em seu Diário (p. 133) o nome de José Bizerra da Cunha (1836-1916), como sendo seu tio. Não consegui esclarecer qual a raiz desse parentesco. Apenas pode-se aventar a hipótese seguinte: Os documentos em 1875 falam de um José Bizerra da Cunha, que era casado com Josefa Maria da Conceição (LB 6, fl. 56v). Ora, uma Josefa, no ano de 1849, fora exposta na casa de João Batista dos Santos (LB 1, fl. 128v), e por conseguinte, poderá ter sido criada como filha adotiva, e daí, ter sido irmã de criação de Luís Batista dos Santos, pai de Antônio Batista de Meio. Nesse caso José Bizerra da Cunha seria o tio Antônio Macaxeira, por ser casado com uma tia adotiva dele.

O   nome Batista surgiu na família, quando um filho de Pedro Bizerra de Sonsa e de Ana Maria das Neves, nascido no dia de S. João Batista, recebeu o nome de seu padroeiro.

João Batista dos Santos nasceu por volta de 1778. Esta data se deduz do fato de ter ele falecido em 1853, com 75 anos de idade (LO 1, fl 66v). No registro de óbito se diz que ele era morador e “natural” da freguesia do Teixeira. Mas, segundo informações do citado Antônio Batista, ele era “natural” de João Pessoa, ou da cidade da Paraíba. Pedro Batista escreve que os Batistas “procedem” da capital paraibana (Cônego Bernardo, p 13).

João Batista dos Santos casou-se antes de 1803, pois, neste ano já nasce seu primeiro filho, Manuel Batista dos Santos (LO 3, fl. 13). Casou-se com Catarina Maria da Conceição, que segundo Pedro Batista, descendia dos Arcoverdes (Con. Bernardo, p. 19). Sendo ela Arcoverde, seu nome completo poderia ser Catarina Cavalcanti de Albuquerque Meio.

Os Arcoverdes procedem de Maria do Espírito Santo Arcoverde, filha do Cacique Tabajara Arcoverde. Esta unindo-se ao Governador Jerônimo de Albuquerque, deu à luz a unia filha, Catarina Albuquerque Arcoverde.

Este nome Arcoverde foi reassumido, no século XVIII, na região de Cimbres (Pesqueira), no interior de Pernambuco. Os Albuquerques Cavalcanti de Meio, daquela região, reassumiram o antigo nome de família. E um indício de que Catarina (c/c João Batista dos Santos) tinha Meio em seu sobrenome é o fato de seu filho Delfino ter assumido o sobrenome de Batista de Meio.

Lembremos que Cimbres, em 1810, foi constituída sede da comarca do sertão pernambucano. Seu município se estendia, sertão a dentro, abrangendo a região de Alagoa de Baixo (Sertânia). Os Arcoverdes de Cimbres se expandiram até a região do Pageú. E desta região que procede Catarina Maria da Conceição, conforme Pedro Batista (Con. Bernardo, p. 19).

Catarina morreu depois do ano de 1851, pois, nesta data os documentos da Paróquia do Teixeira a dão ainda corno viva (LB 2, tl. 21v).

O ROSTO DOS BATISTAS

           Os velhos Batistas, pelo que podemos extrair da história, eram pessoas pacificas e bondosas. Assim, Manuel Batista dos Santos, Luiz e Delfino, seus irmãos, deixaram para a posteridade esse rosto. O mesmo rosto ostentava Antônio Batista de Meio (Macaxeira), que com Cecílio Batista e José Maria Xavier, formava o “trio da paz”, a quem o vigário do Teixeira encarregava a tarefa de restaurar a paz entre pessoas ou famílias.

                De Manuel Batista dos Santos escreve o Dr. Antônio Farias: “Também Manuel Batista dos Santos, um dos homens melhores que Teixeira já produziu”(O. cit., p. 69). E de Delfino Batista de Meio escreve ele que era um “homem excelente e ordeiro”(O. cit., p. 77).

O assassinato bárbaro e cruel de Delfino Batista de Meio fez com que tanto Manuel Batista dos Santos, seu irmão, como Hugolina, sua esposa, acusassem alguns dos velhos Dantas, além do Tenente Coronel lldefonso Ayres Cavalcanti, como cúmplices de tal crime. Este ressentimento perdurou por anos. Mais tarde, Catarina Batista de Meio (que era ainda criança no assassinato de seu pai), já mãe de família, com uns 12 filhos adultos, foi abordada por Sérgio Dantas, pedindo-lhe votos para a eleição. Ela categoricamente respondeu-lhe: ”Tenho 12 votos, mas não lhe dou nenhum!”. Este episódio me foi transmitido por Antônia Fragoso Lins, filha de Catarina Batista de Meio.

O  mesmo ressentimento se faz sentir em toda a obra de Pedro Batista, que, por vezes, se mostra unilateral em seus relatos.

E, no entanto, os Batistas mantinham anteriormente uma relação de amizade com os Dantas. Basta dizer que Geraldo Batista dos Santos, irmão de Delfino, era casado com Adelaide Francisca Benedita, filha natural de Inácio Dantas Correia de Góis.

A condição sócio-econômica dos ancestrais Batistas era aquela que poderíamos chamar de classe média. Eram possuidores de propriedades agrícolas e senhores de escravos. Contava João Campos, que quando Senhorinha Batista Guedes, irmã de Antônio Batísta de Meio, se casou com Manuel Ferreira Campos, se comentou na sua família, que Manuel Campos se tinha casado numa família de príncipes”. Tal modo de falar poderia talvez referir-se a origem Arcoverde dos Batistas do Teixeira.

Também ocupavam os Batistas na vida administrativa do povoado, e depois, vila do Teixeira, vários postos de um certo destaque. E sua cultura parecia do mesmo nível dos Nunes da Costa e Guedes Alcoforado, dos quais tratamos anteriormente. Este nível cultural e esta posição social dos Batistas era bem superior ao nível dos Fragosos.

 

A FAMÍLIA TRONCO DOS BATISTAS

JOÃO<

span style="mso-spacerun: yes">  BATISTA DOS  SANTOS c/c CATARINA    DA CONCEIÇÃO

 

F1 Manuel Batista dos Santos (c/c Ubaldina Camila de S. José)

F2 Luís Batista dos Santos (c/c Senhorinha Camila Bastos de S. José)

F3 Conçala Mª de Moura da Conceição(c/c Ângelo Bernardino de

Moura)

F4 José Batista dos Santos (c/c Teodora Mª do Espírito Santo)

F5 Maria Batista dos Santos (c/c Manuel José Ferreira)

F6 Geraldo Batista dos Santos (c/c Adelaide Francisca Benedita)

F7 Joaquim Batista dos Santos (c/c Josefa Bertolina Soares do Amor Divino)

F8 Antônio Batista dos Santos(c/c Augusta Sérgia Camila das Dores)

F9 Isabel Maria da Conceição

F10 Antônia Guedes de Moura (c/c Manuel Joaquim Alves)

F11 João Batista dos Santos Júnior (c/c lsidora Avelina de Moura)

F12 Delfino l3atista de Meio (c/c Hugolina Camila de S. Mateus)

 

F1 Manuel Batista dos Santos (c/c Ubaldina C. de S. Mateus). Já tratamos de sua descendência nos Nunes da Costa

 

F2 Luís Batista dos Santos (c/c Senhorinha C. de 5. José). Sua descendência foi tratada nos Nunes da Costa

F3 Gonçala Mª  da Conceição  (c/c Ângelo Bernardino de Moura)

Moravam estes na Mata Escura em 1842 (LB 1,fl. 12v). Os documentos também falam de Gonçala Mª de Moura (LO 3, 11. 37v).

Angelo Bernardino de Moura, natural da cidade do Salvador, faleceu em 1895, com 87 anos de idade (LO 3, fl. 37v), o que nos leva a colocar a data do seu nascimento por volta de 1808. Era desertor na Bahia, de onde se refugiou no distante Teixeira.

Tiveram os filhos seguintes: 1. lsidora Avelina (c/c João Batista dos Santos Júnior, seu tio), 2. Senhorinha, 3. lluminata, 4. Joaquim (?)

F4. José Batista dos Santos (c/c Teodora Mª do Espírito Santo)

De José Batísta dos Santos só conseguimos dados sobre a sua morte, ocorrida em 1872, quando contava ele 60 anos de idade. Deve portanto, ter nascido por volta do ano de 1812 (Cf. LB 2, fl. 1v; LB 2, fl. 36; LB 1, fl. 87).

F5 Maria Batista dos Santos (c/c Manuel José Ferreira)

A cidade de Nazaré, em Pernambuco, era o lugar de origem de Manuel José Peneira. Era filho de português, segundo informações de seu neto, Antônio Batista, irmão do escritor Pedro Batista. Seu filho, Luis Ferreira Batista, era primo legitimo de Cosma Batista Guedes, com quem se casou.

Do casal Maria Batista dos Santos e Manuel José Ferreira nasceram os seguintes filhos: 1. Luis de França Peneira Balista (c/c Cosma Filismina Batista), 2. Maurícia Batista (c/c Amaro Batista de Araújo), 3. Minervina Batista - Lelé -  4. Maria (Mariinha) Batista (c/c Manuel do Bonfim), 5. Teresa Batista, 6. Antônia Batista (c/c Manuel Vicente do Bonfim), 7. Antônio, 8. Vicente, 9. Manuel, 10 Jesuino, 11. Francisco, 12. Camilo, 13 Isabel.

 

F6.Geraldo Batista dos Santos(c/c Adelaide Francisca Benedita)

O casamento de ambos foi antes de 1842. Moravam então no Pageú (LB 1, fl. 59v e 120). Adelaide, como já dissemos anteriormente, era filha natural de Inácio Dantas Correia de Góis. Segundo Pedro Batista (Cangaceiros do Nordeste, p.82-83), Geraldo Batista dos Santos, em 1862, saiu em perseguição dos Guabirabas, assassinos de seu irmão Delfino Batista de Meio, e nunca mais voltou ao Teixeira.

 

F7 Joaquim Batista dos Santos(c/c Josefa Avelina do A. Divino)

Casaram-se antes do ano de 1850 (LB 3, fl. 18). Moravam na Mata Escura.

 

F8 António Batista dos Santos(c/c Augusta Sérgia C. das Dores)

 

 

                  Antônio Batista era tio de Augusta Sérgia, uma vez que era irmão do pai desta, Manuel Batista dos Santos. Faleceu Antônio Batista no alto 1901, na povoação de Canhotinho, freguesia de S. Luís do Maranhão (RP, p. 3). Augusta Sérgia faleceu no ano de 1899, em Alto Mearim, no Maranhão (RP, p. 3).

Tiveram os filhos seguintes: 1. Moisés, 2. Modesto( c/c Sirina Guedes de Meio), 3. Materno, 4. Maria, 5. Anselmo...

 

F10 Antônia Guedes de Moura (c/c Manuel Joaquim AIves)

Não está claro se esta Antônia é a mesma Tosinha, de que fala José Obrigo. Em seu Diário, Antônio Batista de Meio fala de um primo seu, de nome Joaquim de Moura. Seria primo por ser filho de Antônia Guedes de Moura?

 

F11 João Batista dos Santos (c/c lsidora Avelina de Moura)

Casaram-se antes de 1848 (LO 1, fl. 44v). Moravam na Mata Escura. João Batista dos Santos faleceu, no sitio Floresta, em 1899, no município do Teixeira, com a idade de 78 anos (LO 3, fl. 57v). Deve, portanto, ter nascido por volta de 1821. Sua esposa, lsidora Avelina, sendo citada na nota de óbito do marido, devia provavelmente ainda está viva em 1899. Tiveram os seguintes filhos: 1. Antônio, 2. Antônia, 3. Anselmo, 4. Isabel (c/c Inácio Cassiano Rodrigues dos Santos), 5. Joaquim, 6. Joana, 7. André (c/c Senhorinha Rodrigues dos Santos), 8. Luisa (c/c Sebastião Zeferino de Morais Santos), 9. José (c/c Josefina Rodrigues de Moura), 10.    Angelo, 11. Maria, 12. Severina (c/c Antônio Rodrigues dos Santos), 13. Luis.

Três irmãos Rodrigues dos Santos (Cassiano, Senhorinha e Antônio) casaram-se com três irmãos Batistas (Isabel, André e Severina).

 

F12. Delfino Batista de Melo (c/c Hugolina CamiIa de S. Mateus)

Foi o único dos irmãos a adotar o sobrenome de Batista de Meio, ao invés de Batista dos Santos. Como já aludimos anteriormente, o   Meio de seu sobrenome talvez proceda de Albuquerque de Meio, de Catarina sua mãe, que era da família Arcoverde.

Delfino Batista nasceu provavelmente em 1824, pois, em 1862, quando morreu, tinha 38 anos de idade (LO 1, fl. 139). Era, por conseguinte, uns 21 anos mais moço que Manuel Batista dos Santos, seu irmão mais velho. Casou-se com a filha deste, Hugolina Camila das Dores. Provavelmente casou-se por volta de 1852, pois, ao falecer em 1862, deixou seu filho mais velho, Joventino, com a idade de 9 anos (Cartório do Teixeira, Inventário n0 48, 1862).

Os dados sobre Hugolina CamiIa das Dores já vimos antes, ao tratarmos dos Nunes da Costa. Ela herdou de seu falecido marido Delfino o sitio Barro Verde, que foi avaliado então em 200$000. O total do espólio de Delfino Batista de Meio foi de 743$670. Hugolina faleceu em 1897 (RP).

Delfino e Hugolina tiveram os seguintes filhos:

1.       Joventino Ananias Batista de Meio (c/c Elvira Xavier da Silva)

2.       Veneranda Batista de Meio (solteira)

3.       Catarina Batista de Meio (c/c José Fragoso Cavalcanti)

4.       Ubaldina i3atista de Meio

5.       Filomena (Coió) Batista de Meio (solteira)

6.       Delfina Batista de Meio (c/c Vicente Ferreira da Costa)

 

OBS. Joventino Ananias Batista de Meio nasceu em 1855 conforme sua autobiografia. Casou-se em 1886 com Elvira Xavier da Silva, filha de Claudino José da Silva e Antônia Cândida Xavier da Silva. Teve os seguintes filhos: 1. Rita Batista de Melo (solteira), 2. Antônio (c/c Mariquinha, 3. Delfino (c/c Assizinha), 4. Sehastião, 5, Miguel, 6. Maria de Jesus (solteira), 7. José Batista de Meio (c/c 1ª: Beiiza Xavier e 2ª: Maria Deolinda Cavalcanti), 8. Raimunda (c/c José Xavier Ramalho).

0BS. A descendência de Catarina Batista de Meio já a vimos nos Fragosos. E a de Delfina Batista de Meio veremos nos Ferreiras da Costa

 

FERREILRA DA COSTA

E

OL1VEIIRA LEDO

A origem dos Costas do Teixeira não consegui esclarecer com precisão. E ainda menos consegui esclarecer a origem dos Costas de José Fragoso.

Primeiramente não figura nas genealogias o sobrenome Costa isoladamente. Ele vem sempre acompanhado com outro sobrenome: Costa Ramos, Costa Romeu, Nunes da Costa, Ferreira da Costa, Costa Palmeira e várias outras composições.

Aponta-se ás vezes a origem dos Costas do Teixeira na família Costa Ramos ou Costa Romeu. E é citado então o nome de Manuel da Costa Ramos, que em 1766 era morador na Serra do Teixeira (Cf Rev do IHGPb, n0 16, 1968, p. 67-68 “Apontamentos Genealógicos). Mais provável seria, porém, a origem dos Costas de José Fragoso, da família Ferreira da Costa, O primeiro deste sobrenome que chegou à Serra do Teixeira, foi Gonçalo Ferreira da Costa , que em 1760, pede sesmarias na região da Serra do Teixeira (Geny da Costa e Silva: Sesmeiros da Paraíba, João Pessoa,1965, p.52).

O sobrenome Ferreira da Costa é usado por alguns Costas antigos, da família de José Fragoso. No entanto, há uma dificuldade a ser esclarecida, que é a origem dos avós maternos de José Fragoso: Joaquim Costa e Felicidade Perpétua da Costa. Os antepassados de Felicidade não são Ferreira da Costa. Provêm de Joaquim Porfírio da Costa e Domiciana Francisca da Silva. Talvez o sobrenome Ferreira da Costa provenha de Joaquim Costa, mas não conseguimos averiguar quem eram os seus pais e ascendentes.

Outra explicação sobre a origem dos Costas de José Fragoso (ao menos pelo ramo de Felicidade, sua avó) é que esses Costas são os mesmos Nunes da Costa. Pois, Joaquim Porfirio da Costa, pai de Felicidade Perpétua, seria irmão (adotivo?) de Agostinho Nunes da Costa Júnior, como já vimos anteriormente, ao tratarmos dos Nunes da Costa.

Uma prova documentária sobre a genealogia dos Costas, pelo ramo de Felicidade Perpétua da Costa, nos é fornecida pelo inventário de Manduri (Manuel Romualdo) da Costa. Neste inventário se diz que o tronco dos Costas é Joaquim Porfirio (c/c Domiciana Francisca da Silva), e que era ele originário do sítio Santa Teresinha. Mas era sobretudo Queimadas, na região de Patos, o foco principal dos Costas.

 

ROSTO ANCESTRAL DOS COSTAS

 

Nelson Lustosa Cabral, neto do velho Manduri Costa, escreve:

“Nas veias de ambos (Porfirio Higino e Manduri] e dos irmãos Teófilo, Joaninha [Felicidade] e Vicente, corria sangue de índio cariri, com mistura com o de português desbravador dos sertões paraibanos. Recua a ancestralidade deles aos Oliveiras Ledo pelo lado materno [Domiciana Francisca] — conta seu sobrinho Coriolano Medeiros”.

O professor Coriolano Medeiros, que era filho de Joana Cosia (c/c Aquilino Coriolano Medeiros), afirma da origem dos velhos Costas: “Mãe Domícia, genitora do saudoso Tio Manduri ( e de Felicidade Perpétua], morreu nonagenária. E a avó desta, conhecida por Dodô [Antônia, deixou a vida perto de 100” (Nelson Lustosa Cabral: Paisagens do Nordeste, S. Paulo, 1962, p. 70).

Um dos traços de vários dos velhos Costas foi a longevidade. E é de lembrar que Maria das Dores Costa, bisneta de Domiciana Francisca, atingiu a idade de 103 anos.

 

 

OS OLIVEIRAS LEDO

    Dos antigos Oliveiras Ledo trazem os velhos Costas um espírito de bravura, como mostra Coriolano Medeiros.

Higino da Costa, irmão de Felicidade Perpétua, tinha o título de capitão honorário do exército brasileiro “por atos de bravura pessoal nas 52 batalhas e entreveros” na Guerra do Paraguai (Nelson Cabral, O. cit. P. 69-70). E do velho Joaquim Porfirio da Costa escreve o Dr., António Farias, que foi um intrépido patriota, a “agenciar espontaneamente grande número de voluntários” para o Paraguai.

-pagination: none;tab-stops:43.35pt 79.9pt'>Os Oliveiras Ledo chegaram à Paraíba, pouco tempo depois da expulsão dos holandeses, Em 1665 eles já recebem sesmarias de 30 léguas de terra, “que começarão a correr pelo rio Paraíba acima onde acabar a data do Governador André Vidal de Negreiros” (Os Oliveira Ledo, por Antônio Pereira de Almeida, Brasília, 1989, p. 34).

Em 1670, conseguem eles outras 30 léguas de extensão por 12 de largura, “começando em o rio chamado das Espinharas, que começarão fronteiras á serra da Borborema”(º cit., p. 35).

Segue-se uma expansão latifundiária, que se estenderá por todo o interior da Capitania da Paraíba. Os Oliveiras Ledo foram os fundadores de Campina Grande, de Patos e vários outros centros populacionais nos interiores paraibanos. Conseguiram eles dominar mais de um século uma vasta região, que ia de Pilar ou Boqueirão até os extremos da Capitania. Os Oliveiras Ledo foram na 2ª metade do século XVII e 1ª metade do século XVIII, o que viriam a ser posteriormente os Dantas.

Procediam da “Bahia”, ou mais precisamente da região de Neópolis, no atual Sergipe. Distinguiram-se por sua bravura e destemor. Mas distinguiram-se também pela sua ferocidade no combate aos índios e na conquista de suas terras.

No  Inventário de Manuel Romualdo da Costa (Manduri) figura o seguinte relato genealógico, que remonta aos seus avós, Felipe João de Lucena e Joaquina Maria da Conceição, que foram os pais de Joaquim Porfirio da Costa.

Joaquim Porfírio da Costa c/c Domiciana Francisca da Silva

F1. Manuel Romualdo da Costa —Manduri - (c/c Teresa Maria)

F2. Teófilo Roberto da Costa

F3. Felicidade Perpétua da Costa (c/c Joaquim Costa)

F4. Francisca Sancha da Costa (c/c Adolfo Alife Lacet)

F5. Porfírio Higino da Costa

F6. Joana Maria da Conceição (dc Aquilino Coriolano Medeiros)

F7. Vicente Costa

 

OBS. O mais antigo tronco da família Costa, que conseguimos documentar foi o casal Francisco José da Silva e Antônia (Dodô), sua esposa. Deste casal nasceu Helena da Silva, que contraiu matrimônio com José de Oliveira Ledo. São estes os pais de Domiciana Francisca da Silva, chamada familiarmente de Mãe Domícia (Ascendências Genealógicas do Professor Coriolano de Medeiros, p. 7).

No que toca aos ancestrais de Joaquim Porfirio da Costa, consta do inventário de Manduri Costa, serem os pais de Joaquim Porfírio, Felipe João de Lucena e Joaquina Maria da Conceição. Mas já falamos sobre o problema da origem genealógica de Joaquim Porfirio e sua relação com os Nunes da Costa. Ou seja, seria ele filho adotivo do velho Agostinho Nunes da Costa? (Cartório do 20 oficio, de Patos, Pb.. doc. 694—1937)

Esta dificuldade aumenta ainda mais, quando ele é dado como filho de Felipe João de Lucena, e não traz o seu sobrenome. E além disso, os documentos da Paróquia do Teixeira dão conta, em 1853, de um Felipe João de Lucena Júnior (LB 2, fl. 49), cujo nome indica que seu pai tinha este mesmo nome.

 

OS DESCENDENTES DE MANDURI COSTA

Foram três os filhos do velho Manduri: Romualdo, que morreu solteiro, Antônia Dolores da Costa, que também ficou solteira, e Maria das Dores Costa, que se casou com Francisco (Xixi) Lustosa Cabral.

Maria das Dores Costa (c/c Francisco — Xixi — Lustosa Cabral)

F1 Nelson Lustosa Cabral (c/c Emerenciana Barbosa)

F2 Wilson Lustosa Cabral

F3 Levi Lustosa Cabral

F4 Telésforo Lustosa Cabral

F5 Emília Lustosa Cabra!

F6 Olga Lustosa Cabral

 

TEÓFILO ROBERTO E SEUS 13 FILHOS

 

FI Joaquim Porfírio da Costa Neto

 

 

F2 João Teófilo da Silveira Costa

F3 José Teófilo da Costa

F4 Sabino Teófilo da Costa

F5 Marceonila Teófila da Costa

F6 Francisca Teófila da Costa

F7 Joana Teófila da Costa

F8 Josefina Teófila da Costa

F9 Benigna Teófila da Costa

F10 lnácia Teófila da Costa

F11 Isabel Teófila da Costa

F12 Teolinda Teófila da Costa

F 13 Teófilo Costa Filho

 

OS COSTAS ANCESTRAIS DE JOSÉ FRAGOSO

 

Felicidade Perpétua da Costa c/c Joaquim Costa

F1 Vicente Ferreira da Costa (c/c Delfina Batista de Meio)

F2 Francisca Perpétua da Costa

F3 Joaquim Silvério da Costa

F4 Maria Perpétua da Costa (c/c Domingos Fragoso das Neves)

F5 Porfirio Higino da Costa Sobrinho

F6 Josefa Perpétua da Costa (c/c Antônio Lúcio))

 

Vicente Ferreira da Costa c/c Delfina Batista de MeIo

-       Vicente Peneira da Costa Filho

   -        Delfino Ferreira da Costa (c/c 1ª: Preta (?) 2ª: Júlia Cariri 3ª: Antonieta Colaço

-       Maria das Dores Costa

   -        Josefa Costa

   -        Antônio Costa (c/c Amélia Cariri)

   -        Raimundo Costa

Joaquim Silvério da Costa c/c  -      Josefa Costa

-       Antônio Costa

-       Francisco Costa

-       Taé Costa

-       Ana Costa

-       Maria Costa

Maria Perpétua da Costa clc Domingos Fragoso das Neves

Sua descendência já vimos ao tratar dos Fragosos

O   ROSTO DOS COSTA LACET

Francisca Sancha da Costa c/c Adolfo Alife Lacet

F1   Rogaciano Júlio Lacet

               F2 Umbelina Gonçalves do Nascimento

F3 Jonas Júlio Lacei (c/c 1ª: Liberalina Alves Feitosa; 2ª: Mª Ramalho de Freitas)

F4 M0 Júlia da Paz Lacei

F5 Alexandrina Júlia Lacet

F6 Otaviano Júlio Lacet

F7 Sizenando Júlio Lacet

F8 Joana Júlia Lacei

Obs. Adolfo Alife Lacet, segundo tradição familiar, provinha da França.

Jonas Júlio Lacet c/c 1ª: Liberalina Alves Feitosa

-       Hosana Júlia Lacet (c/c José Carneiro de Menezes)

-       Cícero Júlio Lacet (c/c Mª Cordeira Nunes Batista)

-       Pedro Júlio Lacet c/c

-       Otávio Júlio Lacet (c/c Adélia Guimarães)

lonas Júlio Lacet c/c 2ª: Maria Ramalho de Freitas

-       Maria Ramalho Lacet

-       Apolônia Ramalho Lacet

-                -     Mª das Neves Ramalho Lacet

O RAMOS DOS COSTAS MEDEIROS

 

Joana Maria da Conceição c/c Aquilino Coriolano Ribeiro

Este casal teve um único filho, João Rodrigues Coriolano Medeiros (Professor Coriolano Medeiros). Este se casou com Eulina de Medeiros Rolim, viúva do Dr. Joaquim Rolim Deste casamento não houve descendência.